As confusões na primeira semifinal da Copa do Brasil entre Botafogo e Flamengo deixaram a Polícia Militar em alerta para o confronto de volta entre as equipes, quarta-feira (23), às 21h45 (de Brasília), no Maracanã. O jogo se tornou um dos mais complicados nos últimos tempos e o Gepe (Grupamento Especial de Policiamento em Estádios) trabalha com ações preventivas para neutralizar confrontos entre torcedores nos arredores dos estádios e bairros próximos.
O aparato de segurança para a partida que vale uma vaga na final da Copa do Brasil será reforçado. A previsão é a de que o número de agentes gire na casa de mil, incluindo stewards, segurança privada, guardas municipais e policiais. O planejamento, no entanto, só será fechado com o acompanhamento da venda de ingressos para a torcida do Botafogo.
Visitante no Maracanã, o Alvinegro terá pouco mais de 5 mil bilhetes para os seus torcedores. A carga à venda é de 49.780 ingressos. A total - com gratuidades para idosos, crianças, etc. - é de 59.995 entradas. Caso os botafoguenses esgotem os ingressos disponíveis, a PM reforçará ainda mais o aparato. Tudo para evitar possíveis cenas de selvageria como as vistas nos arredores do Engenhão e em alguns bairros do Rio de Janeiro.
"É importante destacar que não houve confronto entre as torcidas de Flamengo e Botafogo dentro e no entorno do estádio. Tivemos episódios pontuais e um enfrentamento de torcedores do Botafogo com a Polícia Militar após o jogo. Não esperamos a repetição disso no Maracanã", afirmou o Major Sílvio Luiz, comandante do Gepe.
"Sabemos que a torcida do Flamengo deve esgotar os ingressos, mas o nosso planejamento se baseia na torcida visitante também. Monitoramos a venda de bilhetes para os torcedores do Botafogo. O aparato crescerá quase que na mesma proporção com a qual o setor visitante receber público. O Gepe realiza o mesmo trabalho de prevenção para evitar confrontos, escolta as torcidas e trabalha junto com o serviço de inteligência da Polícia Militar", completou.
O comandante do Gepe relatou uma piora considerável no ambiente dos jogos no Rio de Janeiro a partir de 2015, quando foi autorizada a venda de bebidas alcoólicas na parte interna dos estádios. O Major tratou o caso como uma questão comportamental e não escondeu a preocupação com o crescimento dos enfrentamentos entre torcedores e PMs.
"Observamos que desde 2015, quando foi liberada a venda de bebida alcoólica, a coisa piorou radicalmente. O nível de enfrentamento do torcedor está absurdo. Enfrentam a Polícia, um torcedor rival. Não tivemos brigas entre torcidas nos últimos jogos, mas episódios de confusão pelo comportamento. Isso é o que nos preocupa atualmente", encerrou.
Primeira semifinal tem série de confusões
Sobraram problemas no empate por 0 a 0 no Engenhão. Próximo ao início do jogo, torcedores do Flamengo se aglomeraram na entrada do Setor Sul e provocaram uma grande confusão. A PM identificou que alguns rubro-negros tentaram pular a roleta para acelerar o processo e fechou o portão. Muitos nem sequer portavam ingressos. A confusão só terminou no encerramento do primeiro tempo, quando todos os flamenguistas conseguiram entrar. Bombas de efeito moral, spray de pimenta e balas de borracha foram utilizados para controlar os ânimos.
Durante a partida, o torcedor do Botafogo André Luis Moreira dos Santos causou tumulto no Setor Leste Inferior. Ele foi acusado de injúria racial pelos familiares do jovem atacante rubro-negro Vinícius Júnior e foi detido em flagrante pelos policiais militares, que o encaminharam ao Juizado Especial Criminal (Jecrim) do local.
Após o apito final, uma organizada do Botafogo entrou em confronto generalizado com a Polícia Militar na parte externa. Bombas, tiros de bala de borracha e muita correria tomaram conta da saída do Setor Norte. Os torcedores atiraram latas, pedras e paus.
De acordo com informações da PM, a confusão teve início enquanto a cavalaria se alinhava. Um cavalo fez um movimento brusco e torcedores passaram a atirar pedras e latas de cerveja. Os policiais, então, reagiram.
No bairro de Madureira, o Gepe prendeu 49 integrantes da organizada alvinegra Fúria Jovem. Eles portavam barras de ferro e pedaços de madeira em uma tentativa de emboscar integrantes de organizadas do Flamengo.
Foi o resumo de mais uma noite triste no futebol carioca. O alerta já está ligado para o clássico decisivo do Maracanã e o objetivo é que as cenas de barbárie não se repitam. Resta saber como será mais um Flamengo x Botafogo.
Na ocasião, barras de ferro e pedaços de pau foram achados com os torcedores apreendidos.#PMERJ pic.twitter.com/— PMERJ (@PMERJ) 17 de agosto de 2017
Retirado de: UOL
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