PAPO TÁTICO: Quinta vitória do Flamengo no Brasileirão tem o toque de Maurício Barbieri


Já vi muito torcedor do Flamengo pegando no pé dele nas últimas semanas. E a imprensa esportiva também. Mas é preciso reconhecer que o nosso personagem principal tem muitos méritos na boa fase do time na temporada. Nem mesmo a alcunha de “estagiário” o impediu de fazer seu trabalho à frente do time da Gávea. Hoje, o Fla é o líder do Brasileirão e está garantido nas oitavas de final da Copa Libertadores da América. Maurício Barbieri chegou, mexeu em algumas peças e fez a equipe finalmente deslanchar na temporada. E a vitória por dois a zero sobre o Bahia nesta quinta-feira (31) é mais uma prova de que seus conceitos estão dando frutos no time composto por nomes como Lucas Paquetá, Diego, Éverton Ribeiro, Diego Alves e Vinícius Júnior. Se o Flamengo está bem no Campeonato Brasileiro e se o time finalmente está jogando aquilo que se espera dele, muito se deve ao trabalho de Maurício Barbieri, o “estagiário” que fez aquilo que alguns “medalhões” não conseguiram fazer.

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Já falamos isso algumas vezes aqui na coluna PAPO TÁTICO, mas é sempre bom lembrar: quando o coletivo vai bem, a qualidade individual aparece. É assim com todo time de futebol do mundo em qualquer época da Humanidade. E é assim também com o Flamengo. O grande mérito de Maurício Barbieri foi perceber as deficiências da equipe e corrigi-las apenas mexendo no posicionamento dos seus jogadores em campo. A defesa está bem postada e firme, aliando a juventude de Léo Duarte (depois Thuller) com a experiência de Rhodolfo. O ataque funciona com Éverton Ribeiro chegando pela direita e abrindo o corredor para as subidas de Rodinei. Do outro lado, Renê (cada vez melhor com a camisa do Fla) apoia por dentro e deixa o corredor para Vinícius Júnior. Mas o grande achado está no posicionamento de Lucas Paquetá. Este joga mais atrás, como um volante num 4-2-3-1 de Maurício Barbieri, fecha as linhas por dentro e ainda pisa na área, como no segundo gol do Fla na partida.


- Flamengo e Bahia armados no 4-2-3-1 no jogo desta quinta-feira (31) no  Maracanã. O posicionamento de Lucas Paquetá como volante, a melhora de produção de Renê e o bom jogo coletivo implementado por Maurício Barbieri fez com que o time rubro-negro finalmente deslanchasse na temporada:



A vitória por dois a zero foi construída ainda no primeiro tempo diante de um Bahia completamente apático e sem qualquer ambição. A ideia de Guto Ferreira de se escalar Vinícius como “falso nove” não deu nada certo e o Flamengo se aproveitou dessa fragilidade e manteve o bom nível do seu jogo coletivo e a consistência defensiva mesmo com as saídas de Léo Duarte e Jonas. Maurício Barbieri mandou Thuler e Rômulo para o jogo e estes não comprometeram. Mesmo quando o Bahia passou a forçar mais a saída de bola do Flamengo e avançou as suas linhas com as entradas de Júnior Brumado e Allione no segundo tempo. O desenho tático das duas equipes não mudou e quem apareceu foi o goleiro Diego Alves, com excelentes defesas. Maurício Barbieri sacou Henrique Dourado (um dos poucos que destoam do resto do time apesar da garra e da vontade) para a entrada de Jean Lucas para segurar mais o jogo e melhorar a marcação no meio-campo. Difícil não reconhecer os méritos do jovem treinador no comando da equipe e o sucesso das suas escolhas nas últimas partidas do Fla na temporada.


- O Bahia mudou de postura no segundo tempo e levou perigo ao gol defendido por Diego Alves. O técnico Maurício Barbieri manteve o esquema tático e a estratégia de jogo e o desenho tático. O Flamengo se segurou na defesa e administrou o resultado até o apito final:


A tendência é vermos um Flamengo ainda mais forte conforme o tempo for passando e o sistema de jogo de Maurício Barbieri for se consolidando. A melhora é visível. O futebol de Lucas Paquetá cresceu muito com seu novo posicionamento, Renê é cada vez mais importante na defesa e começa a se arriscar mais no ataque (o lateral deu as duas assistências para os dois gols do Fla na partida), Éverton Ribeiro está voltando a ser o jogador decisivo dos tempos de Cruzeiro e até mesmo Diego (antes bastante criticado por este que vos escreve) melhorou quando entendeu que pode render mais e fazer seu time jogar ainda melhor se soltar a bola com objetividade e aparecer na área para finalizar a gol. E isso sem falar na utilização dos garotos da base rubro-negra para dar o toque de juventude e o descanso que alguns atletas mais experientes tanto precisam. É como dissemos anteriormente: um bom jogo coletivo faz com que as qualidades individuais cresçam e apareçam.

O trabalho de Maurício Barbieri ainda está no início, é verdade, e a pouca experiência pode cobrar seu preço na Copa do Brasil e na CopaLibertadores da América. Mas seus conceitos fizeram o Flamengo jogar mais e melhor. É preciso reconhecer que o jovem treinador está no caminho certo apesar da forte corneta que vem das arquibancadas e de boa parte da imprensa esportiva.





Retirado de: Torcedores.com




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