Os jogos da Copa do Mundo levantaram uma questão sobre o uso do árbitro de vídeo: o que é um pênalti claro e um interpretativo? Só no primeiro caso o vídeo pode ser usado, enquanto lances duvidosos não devem ser decididos na telinha. A questão é que definir se um possível pênalti é uma interpretação ou claro continua a ser uma decisão subjetiva da cabeça do juiz de plantão.
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De manhã, o árbitro Andres Cunha apelou ao vídeo para marcar o pênalti sobre Griezmann em favor da França. Houve quem achasse que não foi, uma minoria diga-se. Mas, sendo assim, não seria um caso de interpretação? Na realidade, Cunha entendeu que era tão claro que apelou ao auxílio tecnológico.
Na sequência, uma atitude bem diferente do árbitro polonês Szymon Marciniak durante a partida de Argentina e Islândia. Ele preferiu não consultar o árbitro de vídeo em nenhuma situação. Seu único pênalti marcado foi no argentino Mezza, sem consulta.
Ora, o argentino Pavón entrou na área quase no final do jogo e se chocou com um defensor islandês. Os argentinos reclamaram de ser uma penalidade clara. O árbitro se recusou a olhar no vídeo. Eu estava na frente do lance na arquibancada e, ao vivo, não pareceu falta. No replay, com câmera lenta, a ideia pode mudar. Pela regra do uso do VAR, a câmera lenta só deveria ser usada para identificar o ponto da falta, não se houve a falta. Certo é que a câmera lenta complica ainda mais as coisas.
E houve outro lance, uma mão de um zagueiro islandês. Estava longe do corpo, mas a bola resvala em seu corpo antes. Assim, não deveria ser pênalti. Mas, de novo, é uma questão de interpretação.
Por fim, na última partida do dia, Peru e Dinamarca, o árbitro Baraky Gassama não apelou imediatamente ao árbitro de vídeo quando Cueva foi derrubado na área. Haverá discussão de uma minoria, mas ali, sim, o lance parece claro para a maioria, uma rasteira. Ele demorou, mas finalmente olhou a televisão… e deu o pênalti. Até na mesma cabeça há duas interpretações.
Assim, o árbitro de vídeo é, sim, um avanço enorme por acabar com erros bizarros no futebol. Não dá para aceitar que falhas inacreditáveis da arbitragem decidam jogos. Isso não acabará, no entanto, com a subjetividade das decisões dos árbitros que continuarão a existir como a Copa já provou.
Retirado de: Rodrigo Mattos
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