João Luis Jr.: “Flamengo é um aluno satisfeito com a nota 5”


Em uma análise apressada, assim, vendo bem de longe, é difícil achar o que reclamar de um empate fora de casa com o River Plate. É uma equipe argentina tradicional, em um famoso caldeirão, um cenário onde poucos brasileiros costumam garantir ao menos um ponto. Porém, quando você analisa os detalhes e percebe que um Flamengo que entrou em campo teoricamente interessado apenas em vencer praticamente não criou chances, praticamente não atacou o adversário e, mesmo se levarmos em consideração mais uma arbitragem terrível, não mostrou interesse efetivo em ganhar o jogo, o resultado já não parece tão bom assim.

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Assim como em tese não poderíamos reclamar do desempenho do time na fase de grupos, classificado com uma rodada de antecedência após uma série de campanhas em que foi incapaz sequer de chegar na fase mata-mata da Libertadores. Mas, quando você lembra do futebol praticado durante as seis partidas, dos vacilos em empates dentro de casa e da dificuldade para vencer mesmo adversários bastante inferiores, você percebe que sim, a equipe se classificou e é ótimo estar classificado, mas, definitivamente, não existem motivos para estar exatamente impressionado.

E isso resume um pouco o Flamengo atual. Um time que vence, mas raramente convence e quase nunca empolga. Um grupo que se complica mesmo em situações fáceis e está sempre disposto a lutar por um empate, independente do quão fácil a vitória possa parecer. Uma equipe que parece interessada não em grandes triunfos, conquistas históricas, goleadas de encher os olhos, mas sim em realizar o mínimo de esforço possível pra obter o resultado que for mais confortável, como se finalmente a diretoria tivesse quebrado um paradigma empresarial no futebol e formado o primeiro time totalmente selecionado através de concurso público, com estabilidade no cargo e sem sistema de consequências.

Então temos sim um Flamengo classificado na Libertadores, na Copa do Brasil e em 2º no Brasileirão? Temos, claro, e ficamos todos muito felizes com isso. Mas temos confiança que esse Flamengo é capaz de realmente brigar de igual para igual por esses três títulos com o futebol que ele vem exibindo hoje? Aí já fica muito mais complicado acreditar, por mais otimista que todo flamenguista naturalmente seja.

Ainda precisamos conseguir um padrão mais consistente de jogo, já que com Diego prendemos demais a bola, mas sem Diego viramos uma equipe de pinball; aproximar Dourado do resto do ataque, já que ele vem atuando tão isolado que quando faz um gol impedido não existe nem alguém por perto para avisar; ajustar o setor defensivo, já que, apesar da melhora na condição dos laterais, seguimos com falhas que podem cobrar um preço muito caro num momento decisivo.

Em suma, o Flamengo conseguiu seu objetivo na primeira fase, que era se classificar, mas não vem atingindo aquele que talvez seja seu objetivo primordial enquanto time de futebol: jogar bola. Resta agora torcer para que o time aprenda com os erros, mostre evolução, e cresça na hora que realmente precisar. Porque sim, o Flamengo atual vem “dando pro gasto”, mas dar para o gasto é muito pouco para o tipo de ambição que o Flamengo precisa ter.




Retirado de: João Luis Jr | Blog Isso Aqui é Flamengo




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