Flamengo enfrenta a Chapecoense em busca de melhor começo nos pontos corridos


Há duas semanas, antes de embarcar para Fortaleza, o Flamengo viveu o auge de sua crise, com agressões ao elenco no aeroporto. Agora, a realidade é outra. O time que enfrenta a Chapecoense neste domingo, às 16h, na Arena Condá, em Chapecó (SC), entra em campo sob clima de empolgação pela liderança isolada no Brasileiro. Uma mudança da água para o vinho. A largada na competição está próxima de se tornar a mais eficiente da era dos pontos corridos. Com três vitórias e um empate nos quatro primeiros jogos, o time pode igualar 2008.

Naquele ano, foram quatro vitórias e um empate até a equipe ser derrotada pela primeira vez, na sexta rodada. Mesmo assim, perdeu apenas um jogo nos 11 primeiros. Na ocasião, os adversários da série invicta inicial foram: Santos, Grêmio, Inter, Fluminense e Figueirense. Desta vez, a tabela foi mais generosa em relação aos adversários. O Flamengo pegou Vitória, América-MG, Ceará e Internacional, dois jogos fora de casa e dois como mandantes. Em 2008, foram três no Rio na série de cinco sem perder. O que será diferente na atual edição, com o terceiro jogo fora de casa, diante da Chapecoense.

O bom desempenho passa pelas mãos do interino Maurício Barbieri. Ele tem vencido a desconfiança da torcida no seu primeiro trabalho em clube grande, aos 37 anos.

- Não ganharemos nada no primeiro semestre, precisaremos crescer mais. Temos jogos decisivos e precisamos manter os pés no chão para atingir os objetivos - avisou.

Para este domingo, quatro jogadores serão poupados em função da partida de quarta-feira, contra o Emelec, pela Libertadores: o goleiro Diego Alves, o zagueiro Réver e os meias Paquetá e Éverton Ribeiro. Em compensação, Maurício Barbieri terá novamente à disposição o meia Diego, recuperado de lesão no joelho. O zagueiro Rhodolfo também volta.

Cuéllar reina absoluto
O elenco do Flamengo já motivou trocas em quase todas as posições, mas, atualmente, nenhuma está tão segura como a ocupada por Cuéllar. Desde que ganhou sequência, ainda com o técnico Reinaldo Rueda — no lugar de Márcio Araújo —, o volante colombiano se tornou imprescindível, sobretudo no esquema atual, com apenas um jogador à frente da defesa, e a necessidade de funções de marcação e saída de bola.

De boa técnica e capacidade física invejável, Cuéllar tomou o espaço no time como toma do adversário em campo, e fez o Flamengo liberar Márcio Araújo para a Chapecoense. Foi com Rueda que acabou a ideia no Flamengo de que Cuéllar e Willian Arão brigavam pela mesma posição, entendimento de Zé Ricardo no ano passado.

O técnico colombiano apostou no compatriota e provou que estava certo. Desde então, Cuéllar não saiu mais do time. No Brasileiro, o volante é o segundo do time em desarmes, atrás de Renê, e o segundo em passes certos, com o lateral-esquerdo também na liderança.

Cuéllar, considerado um líder em campo, já recebeu proposta de renovação de contrato, de 2019 para 2020, com reajuste salarial e aumento da multa para o exterior.




Retirado de: Extra

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