Pode até ser apenas um rótulo, mas o histórico recente mostra que Maurício Barbieri tem tido mais dificuldade de ser promovido do posto de interino do que seus antecessores que passaram por situação semelhante no Flamengo. O mais recente deles será rival sábado, no comando do Vasco: Zé Ricardo. E coincidentemente será o clássico pelo Brasileirão que fará a trajetória do técnico atual maior do que a do adversário no caminho até a efetivação.
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Zé Ricardo foi oficializado pelo Flamengo como treinador após 11 partidas como interino e desempenho de 51,4%. Na ocasião, o clube aproveitou apresentação de Leandro Damião para mudar o status do profissional, pouco depois de uma derrota por 4 a 0 para o Corinthians, em São Paulo. Com Barbieri, a precaução já é maior, seja por números exatos ou se levado em conta o rendimento.
O interino da vez já tem as mesmas 11 partidas de Zé, mas com melhor aproveitamento: 66,6%. Há ainda, porém, uma relutância em torná-lo dono da função. O próprio Eduardo Bandeira de Mello minimizou a situação após a vitória por 2 a 0 sobre o Emelec, que encerrou o jejum de oito anos sem avançar às oitavas de final da Libertadores:
- Qual a diferença de interino e efetivo? O efetivo tem estabilidade? Essa coisa de interino é até uma maneira de dar segurança para ele não ficar jogado às feras. Ele é titular da nossa comissão permanente.
A declaração indica uma mudança de postura de quem já tomou decisões bem mais rápidas na gestão. E não dá para dizer que o retrospecto é negativo. Se Zé Ricardo levou um ano e dois meses na função, terminando com rendimento de 62,1%, Jayme de Almeida é um exemplo ainda mais relâmpago e bem-sucedido.
Retrospecto após 11 partidas
- Barbieri - 6v, 4e, 1d - 66,6% de aproveitamento
- Zé Ricardo - 5v, 2e, 4d - 51,4%
- Jayme - 5v, 4e, 2d - 57,5%
- Andrade - 4v, 3e, 4d - 45,4%
Substituto de Mano Menezes, o ex-auxiliar, demitido recentemente da comissão técnica permanente, foi efetivado logo no dia de sua segunda partida - um clássico com o Botafogo - e comandou a equipe no principal título da Era Bandeira de Mello: a Copa do Brasil de 2013. Assim como Zé, entretanto, falhou na missão Libertadores ainda na primeira fase.
Curiosamente, o último técnico a levar o Flamengo às oitavas de final da Libertadores também fez história ao deixar o rótulo de interino por efetivo. Andrade ganhou o apoio popular após vitórias sobre Santos e Atlético-MG no Brasileirão de 2009, recebeu voto de confiança da diretoria antes da terceira partida e comandou Adriano e Petkovic ao título nacional. No ano seguinte, conseguiu a classificação na disputa continental e foi demitido.
Exemplos de sucesso não faltam, mas a diretoria do Flamengo segue na linha de que cautela nunca é demais. Ou ainda não encontrou uma resposta para pergunta de Bandeira: qual a diferença de interino e efetivo?
Retirado de: Globo Esporte
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