STF destrava inquérito sobre Del Nero que vai para PF do Rio



Ao mesmo tempo em que é banido do futebol, o ex-presidente da CBF Marco Polo Del Nero vê destravar o inquérito que corre contra ele com investigações relacionadas a casos da CPI do Futebol. O Supremo Tribunal Federal desmembrou o procedimento e mandou a parte do ex-cartola e de Ricardo Teixeira para a Polícia Federal do Rio de Janeiro. O tribunal superior ficou com a parte relacionada a políticos.

O inquérito teve como origem a CPI do Futebol e investiga crimes contra o sistema financeiro, eleitorais, lavagem de dinheiro e estelionato. O grupo de suspeitos inclui Del Nero, Ricardo Teixeira, José Maria Marin, Kléber Leite, e deputados como Marcus Vicente.

Pela presença do parlamentar, o inquérito foi para o STF e ficou lá por oito meses. No dia 26 de abril, o ministro Celso de Mello decidiu pelo desmembramento do inquérito, mandando a parte de Del Nero para o Rio de Janeiro.

Um relatório paralelo da CPI descreve suspeita de Del Nero relacionadas ao caso Fifa (recepção de propinas no exterior), à operações financeiras com associados e à doação eleitoral de caixa 2.
''Na parte criminal, já devassaram a vida dele no Brasil do ponto de vista fiscal. Procuraram conta no exterior, não acharam. No Brasil, ninguém escapa da Receita e ninguém achou nada dele'', contou o advogado de Del Nero, José Roberto Batochio. ''Mandaram esse inquérito para o Rio. São os mesmos assuntos de um anterior.''

Segundo ele, já é o segundo inquérito sofrido por Del Nero pelo mesmo motivo: o caso Fifa. O primeiro foi instaurado a pedido da Procuradoria Geral da República, em 2015, após a prisão de José Maria Marin.

''O primeiro começou em Brasília. Chegaram a conclusão que não tinha nada que pudesse fazer barulho. Mandaram para o Rio e a Polícia Federal. Cheguei a levá-lo para depor lá. Quebraram sigilo e nada. Mandaram para São Paulo que é seu domicílio e o Ministério Público teve a hombridade de arquivar'', contou Batochio, que classificou o relatório paralelo de Romário de ''fake''. O blog não encontrou nenhum inquérito em São Paulo.

Em seguida, Batochio fez uma defesa de Del Nero inclusive em relação à acusação que sofre na Justiça dos EUA. ''Não encontraram nenhum dinheiro que rastreasse e fosse parar no Marco Polo'', disse o advogado sobre as acusações de que ele levou propina por contratos da Conmebol da CBF.

Nos EUA, o Departamento de Justiça fez acusação formal contra Del Nero por lavagem de dinheiro, mas, como ele nunca saiu do país, não responde ao processo. Na sexta-feira, a Fifa o afastou definitivamente de todas as atividades do futebol com base nessas acusações. Del Nero vai recorrer.






Retirado de: Rodrigo Mattos - Blogosfera

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