Flamengo estuda parcerias para obras do possível novo estádio além de setor popular


Com a assinatura da opção de compra de um terreno, o Flamengo iniciou nesta semana os trabalhos para ter pronto um projeto de estádio próprio em dois a três meses. Os dois primeiros pontos em discussão são o estudo do terreno na Av. Brasil e o modelo para financiar a arena com possibilidade de parceria. Mas o clube já tem algumas diretrizes como ter um setor popular na nova casa.

Primeiro, é preciso que se ressalte que a diretoria do Flamengo não decidiu que terá o estádio no terreno na Av. Brasil, zona norte do Rio de Janeiro. O clube ainda espera as condições da licitação do Maracanã, e também não desistiu de locais na Barra da Tijuca, na zona oeste.

Mas, no momento, o projeto do estádio na Av. Brasil é o que avança no planejamento rubro-negro, e há empolgação com a ideia. Veja abaixo as principais discussões e definições.

Terreno
O Flamengo assinou um contrato com opção de compra por preço fixado por quatro meses. O local escolhido foi o mais barato entre as opções porque o clube quer reduzir ao máximo os custos. O valor é inferior aos R$ 157 milhões que o local foi oferecido em leilão pela empresa Peixoto Castro (antiga refinaria), como divulgou o Globo.com. O montante não é divulgado.

Estudo do local
Técnicos contratados pelo clube fazem o estudo de viabilidade do terreno. Uma primeira questão é saber o que tem que ser feito para mitigar o impacto ambiental já que o local pertencia a uma refinaria. A avaliação inicial é de que não é um tópico complicado já que a refinaria não funcionava ali, o que existia era um depósito.

Outra discussão é com a prefeitura do Rio sobre o que cada um fará para melhorar os acessos. Teria de haver uma duplicação da via perpendicular à Av Brasil. E um terceiro ponto é a questão de segurança, por ser uma área cercada por locais violentos, mas isso não é considerado um problema para dirigentes do Fla.

Financiamento
Há uma série de ideias sobre a forma de financiar a construção do estádio cujo custo é estimado em R$ 550 milhões. O clube analisa a possibilidade de busca de parcerias em que seriam dadas propriedades em troca de dinheiro para construção. E também vai estudar mais a fundo a possibilidade de buscar financiamento próprio. Um caminho poderia ser híbrido com parceria em parte do pagamento e dinheiro levantado no mercado de outra parte. Certo é que o clube tenta minimizar o endividamento gerado pela construção.

Setor popular
Há a ideia consolidada na diretoria do Flamengo de fazer um setor popular, sem assentos dentro do estádio.  Uma corrente defende que esses setores sejam atrás dos gols, de um deles ou dos dois. Mas há consciência entre os dirigentes que isso implicaria em ter setores mais caros para bancar a arena.

Modelo econômico
Uma certeza do Flamengo é que só vai dar andamento no projeto se avaliar que as receitas previstas bancarão a construção e manutenção do estádio. E haverá uma comparação com o Maracanã, onde seriam necessárias obras também para tornar o estádio viável – hoje, sua manutenção é cara e é difícil a setorização para economizar. Foram estudados dois modelos de estádio, o do Atlético-PR já pronto, e do Atlético-MG, em fase de votação no Conselho Deliberativo.




Retirado de: Blog do Rodrigo Mattos

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