O plano era poupar o time principal para a final da Copa do Brasil, aproveitar para observar os reservas e, de quebra, vencer o Avaí para se manter entre os primeiros times da tabela. Mas faltou combinar com o adversário. Com atuação irregular e muitos erros no primeiro tempo – principalmente na saída de bola –, o Flamengo encerrou série de cinco vitórias consecutivas na Ilha e empatou com o Leão da Ilha - 1 a 1, gols de Pedro Castro e Rodinei.
Com o resultado, o time de Rueda ficou na quinta colocação, com 39 pontos, e ainda pode ser ultrapassado por Cruzeiro e Botafogo, com 37 pontos.
O técnico colombiano surpreendeu ao escalar Diego Alves a quatro dias da final da Copa do Brasil. Explicou que a opção era por precaução: se Alex Muralha se lesionasse seria obrigado a escalar Gabriel Batista, que faria sua estreia entre os profissionais logo na final da Copa do Brasil. Logo no início, o goleiro precisou fazer boa defesa depois de Márcio Araújo se enrolar com Rhodolfo e “tocar” para Pedro Castro. Na sobra, Junior Dutra chutou mal, por cima.
Não foi só Márcio Araújo que complicou lances simples. Renê, que voltava após lesão, também falhou. E numa dessas bobeadas, Matheus Savio tentou tabela com Éverton Ribeiro. O camisa 7 não conseguiu devolver e fez a falta. Na cobrança, gol de Pedro Castro.
Mancu tímido; e cruzamentos em vão
Funcionando como espécie de William Arão, mas pela esquerda, o argentino Mancuello tentou apoiar o ataque, mas apareceu pouco. Talvez, preocupado em não desguarnecer a defesa. Ainda assim, quando se aproximava pelo meio conseguia articular jogadas e se entender com Éverton Ribeiro. Foi num lance desses que Ribeiro chutou por cima do gol.
Por característica de Éverton Ribeiro, o principal jogador do Flamengo, o time de Rueda usava pouco os lados do campo, com tentativas de infiltrar pelo meio da defesa do Avaí. No início, duas combinações entre Ribeiro e Gabriel pareciam sinais de que o gol sairia assim. Na segunda etapa, com Geuvânio, Ribeiro chutou na trave e quase empatou. Também deu outro bom chute na pressão do Flamengo no início do segundo tempo.
Mas os espaços reduzidos terminaram também incentivando as bolas altas para a área. No primeiro tempo foram 12 cruzamentos. Paquetá, como sempre, se esforçou, mas a presença de área não é a mesma de Guerrero. Numa boa jogada de Savio, Gabriel por pouco não alcançou a bola para empatar.
Vizeu volta, e Paquetá e Ribeiro terminam jogo mais recuados
Com Geuvânio na segunda etapa, Rueda tentou um time mais incisivo próximo da área do Avaí. Mas os catarinenses marcavam muito bem e saíam com perigo no contra-ataque. Às vezes, até prendendo bem a bola no ataque. Sem afobação para finalizar.
O técnico colombiano resolveu mexer nas peças. Colocou Felipe Vizeu, recuou Paquetá para a função de Éverton Ribeiro, que passou a ocupar a faixa central, mais ou menos onde jogava o argentino Mancuello. Depois, tirou Gabriel, vaiado por parte da torcida, para a entrada de Vinicius Junior. O gol do alívio saiu num chutaço de Rodinei, no ângulo de Douglas, que não conseguiu alcançar a bola. No fim, Vizeu ainda perdeu boa chance.
As notas do Flamengo
Diego Alves – 6,5
Rodinei – 6,5
Rhodolfo – 5,0
Rafael Vaz – 5,0
Renê – 5,0
Márcio Araújo – 5,0
Mancuello – 5,5
(Felipe Vizeu – 4,5)
Éverton Ribeiro – 6,0
Gabriel – 5,5
(Vinicius Junior - )
Matheus Savio – 4,5
(Geuvânio - 5,0)
Lucas Paquetá – 6,0
Retirado de: Globo Esporte
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