Neste início de trabalho, em meio a partidas decisivas, o Flamengo do colombiano se ainda não foi tão exigido mostrou preocupação em ser equipe mais equilibrada. Foram 270 minutos sem sofrer gol - o que não acontecia desde a sequência com Bahia, Santos e São Paulo, no fim de junho.
Equilíbrio é a palavra-chave e está no discurso dos jogadores. As atenções de Rueda se voltaram muito mais para o campo defensivo nesta breve chegada ao Flamengo. Seja nas conversas com os laterais, com os volantes, no diálogo até com zagueiros reservas. O "profe" começa a montar o seu time de trás para frente.
Para isso, contou com muita informação da comissão técnica, muitos vídeos e estatísticas para se debruçar no período fora das quatro linhas.
- Contei com a infraestrutura que tem o Flamengo, com toda a parte administrativa e do departamento de inteligência, que nos deu grandes ferramentas, informações precisas e rápidas. Já vínhamos observando os jogos do Flamengo, contando com Berrío, que eu conhecia do Nacional, com Cuéllar, que é colombiano. É um trabalho que o clube vem desenvolvendo há muitos anos para se fortalecer para metas grandes - definiu Rueda.
Em cinco depoimentos de dentro do Flamengo, o GloboEsporte.com conta como o técnico arrumou a casa e dissipou a crise da Gávea.
Reinaldo Rueda

- Sabíamos do momento que atravessava a equipe. Estávamos no jogo anterior, contra o Atlético-MG, em Belo Horizonte. Fizemos uma partida que não corresponde à realidade da equipe, mas fizemos algumas recomendações de ordem tática e de equipe, buscando ganhar confiança, recuperar essa autoestima. Partindo dessa ordem, vencer as partidas. Tudo passou por aí. Por essa ordem de segurança defensiva que nos dá a possibilidade de vencer os jogos
Rodinei
- Rueda já disse para eu ficar mais (atrás) nesses jogos, porque a gente sabe que o Berrío ataca muito. Pode ver que mudou a minha característica que é de muito ataque, eu estou mais marcando, segurando um pouco. E como eu disse, estamos há três partidas sem sofrer gol. Agora é continuar trabalhando firme para buscar esse título ai da Copa do Brasil.
Guerrero
- São técnicos diferentes com certeza (Zé e Rueda). Os dois tem grande qualidade, respeito muito eles. O professor tem outra maneira de pensar, armar o time. Então, agora estamos se adaptando ao que o professor está pedindo para nós. Acho que o time está sendo mais paciente, levando com mais calma, mais tranquilidade.
Cuéllar
- Desde que o Rueda chegou ele falou que a gente tinha que saber o momento que a gente tava, eu acho que não era o melhor, a gente foi consciente disso e tentou melhorar na parte defensiva. Porque a gente estava sofrendo muitos gols. Eu acho que esse é o caminho certo, daqui para frente, muita ordem na parte de trás, sabemos que na frente a qualquer momento, Guerrero, Everton, Diego como foi hoje, o Berrío, vão decidir, então a gente tem que estar fechado e não sofrer o gol.
Juan
- Agora tem menos espaço para cobrir, né. Talvez a gente não suba com tantos jogadores para o ataque, a gente não chega com número grande como antes, não envolve o adversário como antes. Mas estamos mais consistentes e preservados lá atrás. Até porque do meio para frente temos jogadores capazes de decidir em um momento.
Retirado de: Globo Esporte
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