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| Reinaldo Rueda participou de congresso na Alemanha e visitou Bayern de Munique (Foto: Reprodução) |
A estadia resume bem o perfil estudioso do novo comandante rubro-negro. Frequentemente ele viaja à Europa para fazer cursos e se atualizar. E não é de hoje. Nascido em Cali, em 1957, formou-se em Educação Física na Colômbia e, no início dos anos 1990, fez pós-graduação na Escola Superior de Esportes da Alemanha, por isso é fluente na língua alemã.
"Deixou chegar..."
Com passagens por times colombianos e seleções, ganhou notoriedade pelo vitorioso trabalho à frente do Atlético Nacional entre 2015 e 2017, time que tinha Berrío, hoje no Fla, Guerra e Borja, hoje no Palmeiras, como alguns de seus principais jogadores. Sob o comando de Rueda, a equipe de Medellín ganhou um perfil similar a uma fama que tem o Flamengo: a de "deixou chegar...".
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| Reinaldo Rueda com troféus conquistados pelo Atlético Nacional (Foto: Reprodução) |
Em dois anos, foram sete finais e seis títulos. Foi campeão colombiano em 2015 e 2017, da Copa e da Superliga da Colômbia em 2016, da Copa Libertadores de 2016 e da Recopa Sul-Americana de 2017. A única final que não conquistou foi justamente uma que não chegou a disputar, a da Sul-Americana de 2016, devido ao trágico acidente com a delegação da Chapecoense, declarada campeã em um gesto honroso que partiu do próprio Atlético.
O bom retrospecto de Rueda em finais encaixa com o momento atual vivido pelo Flamengo. Com poucas chances de título no Brasileirão, o Rubro-Negro alimenta esperanças de levantar troféus em 2017 na Copa do Brasil, onde está nas semifinais, e na Sul-Americana, onde está nas quartas.
Agregador e disciplinador
Organizado e disciplinador, Rueda tem fama de agregador. Seus grupos de jogadores costumam ser unidos, o que reflete positivamente no desempenho em campo. Seus esquemas táticos preferidos são o 4-2-3-1 e o 4-4-2.
- É um técnico com grandes números, os jogadores o adoram, é muito respeitoso. É muito tático, sabe analisar muito bem os seus rivais. Alcançou grande trabalho com sua disciplina, é muito próximo dos jogadores - disse o jornalista Jhonsson Rojas, da Rádio Caracol, da Colômbia, primeiro veículo a noticiar o contato do Fla com o treinador.
Cirurgia no quadril
No começo deste ano, Reinaldo Rueda passou por um contratempo. Foi ser submetido a uma cirurgia no quadril, onde teve uma prótese implantada na região para melhorar sua mobilidade. Comandou a equipe remotamente enquanto se recuperava e chegou a usar bengalas quando retornou ao clube.
Sem os principais jogadores da conquista da Libertadores de 2016, não repetiu o sucesso em 2017, sendo eliminado na fase de grupos. Em 21 de junho decidiu encerrar sua passagem no clube: “Considero que cumpri um ciclo exitoso. Agora a instituição vai respirar novos ares. Eu também vou me oxigenar”.
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| Reinaldo Rueda de muletas após voltar de cirurgia (Foto: Divulgação/Site Do Atlético Nacional) |
Duas Copas do Mundo no currículo
Rueda começou o trabalho como treinador em 1993, à frente da seleção sub-20 da Colômbia, classificando a equipe para o mundial daquele ano. O primeiro clube que assumiu foi o Cortuluá, modesto time colombiano que havia sido recém-promovido à primeira divisão em 1994. Por lá, fez campanhas de meio de tabela até seguir para o Deportivo Cali em 1997, onde fez uma boa campanha, chegando às semifinais do campeonato colombiano. Comandou o Independiente Medellin por quatro meses em 2002.
No início dos anos 2000, sua carreira mudou o foco dos clubes para as seleções, quando assumiu as equipes de base da Colômbia. O bom trabalho o fez ganhar a chance de comandar o time principal em 2004, que havia marcado apenas um ponto em quatro jogos nas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2016. Os resultados melhoraram, e por muito pouco Rueda não classificou a equipe para mundial.
Curiosamente, a primeira seleção que o treinador conseguiu qualificar para uma Copa foi a modesta Honduras, em 2010, uma seleção que não disputava o torneio desde 1982. A campanha na competição, no entanto, não foi boa. Em um grupo complicado, com Espanha, Chile e Suíça, a equipe fez apenas um ponto e não marcou gols.
De 2010 a 2014, comandou o Equador. Superou um fracasso na Copa América de 2011, usou a altitude de Quito como trunfo e classificou a seleção para a Copa do Mundo, no Brasil. Terminou o torneio com uma vitória, um empate e uma derrota, em grupo com França, Suíça e Honduras, não avançando para as oitavas.
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| Reinaldo Rueda como treinador do Equador na Copa do Mundo do Brasil (Foto: Fernando Araújo) |
Retirado de: Globo Esporte
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