Os erros de Zé Ricardo, que causaram a eliminação do Flamengo na Libertadores, serão divididos internamente no Flamengo. A diretoria banca a continuidade do trabalho, apesar da crescente pressão sobre o treinador. E entende que a responsabilidade é compartilhada com toda a comissão técnica. Hoje, participam de decisões estratégicas médicos, preparadores, analistas e dirigentes, como o gerente e coordenador técnico Mozer e o diretor Rodrigo Caetano. Mas quem escala é o técnico. E quem joga são os jogadores. Por isso, haverá uma reavaliação de elenco para o segundo semestre, e saídas não estão descartadas. A contratação de Everton Ribeiro, próxima, e as chegadas de um goleiro e um zagueiro estão nos planos. A troca de Mancuello por Walter, goleiro do Corinthians, é uma opção.
Embora a inexperiência pese contra, Zé Ricardo tem boa impressão de jogadores e crédito com a direção por ter reconstruído um time em menos de um ano, que acabou campeão Estadual. No entanto, nas horas decisivas na Libertadores, as escalações e substituições falharam. Mantendo-se preso ao esquema tático, Zé não ousou e, pelo contrário, se acovardou nos jogos fora de casa, especialmente contra o San Lorenzo. Lançar Matheus Sávio, de 20 anos, com Éderson recuperado no banco, foi o principal equívoco, que gerou a virada argentina. Antes, porém, o técnico recuou o time, com Rômulo na vaga de Berrío e Juan, no fim, na de Everton. Ao colocar mais um zagueiro nos minutos finais, a equipe se resignou a apenas rebater, abriu mão da posse de bola que sempre a caracterizou e cedeu mais de 80 metros de campo a um time argentino que operava no abafa. Isso foi a gota d’água.
— Nossa ideia era a melhorar a posse, a entrada do Rômulo e do Matheus foi para isso. No final, a subida do Angelleri fez com que botássemos o Juan. O gol acabou saindo pelo chão, numa jogada muito rápida — justificou o técnico.
As opções no banco também não eram dignas de um elenco tão badalado. Diversas peças passaram recentemente pelo departamento médico, como Donatti, Mancuello, Gabriel, Berrío e o próprio Rômulo. A falta de ritmo pesou para alguns na fase decisiva. Mas o recuo foi fatal. E não foi a primeira vez. No ano passado, Zé fechou o time e acabou deixando vitórias escaparem no Brasileiro.
O treinador sofre críticas não somente pelas decisões recentes. A utilização constante de jogadores considerados aquém do poder de investimento do clube — Gabriel e Marcio Araújo, por exemplo — é uma das reclamações principais, mesmo com as vitórias. Soma-se a isso a falta de oportunidades a jogadores do elenco como Cuéllar e Felipe Vizeu. Há quem reconheça predileção do técnico por determinados atletas mesmo que haja outros em melhor fase técnica. E há quem entenda que Zé tem seus atletas de mais confiança para cumprir funções.
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Retirado de: O Globo

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