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| Robinho (d), do Atlético -MG, com a faixa de protesto durante jogo de abertura do Brasileiro |
Em movimento organizado pela Fenapaf (Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol), os atletas foram a campo com uma faixa preta no braço. Jogadores de outros clubes também devem aderir à manifestação. O time do Corinthians, por exemplo, entrará com a faixa preto no braço contra a Chapecoense.
Entre as mudanças que tramitam no Congresso e que podem alterar a Lei Pelé está a alteração no repasse aos jogadores do chamado "direito de arena", que remunera os atletas que têm jogos transmitidos na TV. O sindicato acredita que a alteração seria prejudicial aos profissionais.
"Estão propondo uma alteração na lei Pelé que é absurda, inaceitável. Protestamos contra essa iniciativa e lutaremos para que ela fracasse. Nós, que temos a chance de jogar nos principais clubes do futebol brasileiro, defenderemos até o fim os direitos dos jogadores que não tem voz, principais prejudicados nessa história", disse a Fenapaf, em nota.
Nas contas da entidade, as mudanças prejudicam cerca de 30 mil profissionais. Outras mudanças em discussão entre deputados e senadores são a possibilidade de parcelar as férias dos jogadores e permitir que elas não coincidam com o recesso do calendário, no fim e no começo de cada ano. Os projetos de lei também podem mudar as regras para o descanso semanal remunerado a que os jogadores têm direito - hoje, de um dia inteiro; com a mudança, ele poderia ser dividido em dois períodos de doze horas.
De acordo com a federação as alterações causariam "insegurança contratual" aos atletas e causaram "revolta na categoria", segundo disse em nota.
Pé-de-obra barato
De acordo com um levantamento feito pela CBF no ano passado, dos 28.203 jogadores de futebol profissionais do país, apenas 1.106 ganham mais de R$ 5 mil por mês. A maioria, 82%, recebe até mil reais mensais, pouco mais de um salário mínimo, que está em R$ 880.Somente 226 atletas, quase todos das divisões de elite do Brasileiro, ganham mais de R$ 50 mil por mês. Esse número representa apenas 0,8% do universos dos boleiros brasileiros.
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Retirado de: UOL

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