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| (Reprodução Flamengo) |
22 anos depois, o Campeonato Carioca voltou a ser decidido por um Fla-Flu. No primeiro jogo da final, o Flamengo saiu com a vitória, 1x0, gol de Éverton. Para o segundo e decisivo jogo da final, 68.165 torcedores compareceram ao Maracanã para formar o maior público do futebol brasileiro no ano. A promessa de mais um grande jogo foi cumprida e, novamente, o Flamengo saiu vencedor de campo e levantou seu 34º título Carioca.
O primeiro tempo começou com o Fluminense pressionando. E a ofensividade inicial do tricolor deu certo. Aos 3', escanteio cobrado e, após disputa pelo alto, Henrique Dourado pegou a sobra e marcou, de cabeça. Mesmo com o gol, o time das Laranjeiras continuou com a marcação alta, dificultando a saída de bola do Flamengo, que se concentrava em Réver e Vaz. Arão e Trauco participaram muito pouco da primeira parte do jogo e, com isso, o time voltou a utilizar muito os chutões para o ataque. Mesmo pouco organizado, o Flamengo conseguiu ter oportunidades com Guerrero (8'), Pará (10'), Renê (12') e Arão (24').
Com o progressivo recuo do Fluminense, que passou a trabalhar em cima de sua vantagem e diminuiu a intensidade da marcação, o Flamengo teve tranquilidade para trabalhar a posse. Aos 31', após contra-ataque bem realizado por Márcio Araújo e Renê, Éverton teve grande chance, defendida por Diego Cavalieri. O Fluminense ainda teve boa escapada com Wellington Silva, em chute que explodiu no peito de Rafael Vaz, mas o primeiro tempo terminou com 1x0 no placar.
O segundo tempo começou com o Fluminense ainda recuado e o Flamengo tentando controlar as ações. Berrío e o lado direito foram muito utilizados nos primeiros minutos, mas sem grandes oportunidades criadas. Aos 9', boa intervenção de Muralha na tentativa de cruzamento de Henrique Dourado, buscando Richarlison na área. Logo em seguida, Gabriel veio a campo no lugar de Berrío. Aos 13', Sornoza tentou de fora da área e Muralha fez outra boa defesa. 3 minutos depois, foi a vez de Trauco dar lugar a Rodinei. Com a mudança do 4-1-4-1 para o 4-5-1, o Flamengo melhorou no jogo. Guerrero tentou o chute, aos 24', mas a bola foi travada por Renato Chaves. Aos 30', Éverton conseguiu boa chegada e tentou o cruzamento, interceptado por Cavalieri. Logo em seguida, escanteio cobrado pelo Fluminense e Renato Chaves cabeceou para a boa defesa de Muralha. 8 minutos depois, Arão tentou de fora da área, a bola foi desviada pela defesa tricolor e saiu em escanteio. Na cobrança, Réver cabeceou, Cavalieri deu rebote e Guerrero guardou. Estádio abaixo com o empate do Mengão.
Logo após o gol, o Flamengo voltou a assustar em contra-ataque, acionado por Guerrero, finalizado em chute cruzado de Pará, que passou à esquerda de Cavalieri. Com o placar a favor, Zé Ricardo decidiu recuar o time. Éverton, sentindo muitas dores, saiu para a entrada de Juan. Aos 43', contra-ataque do Flamengo com Márcio Araújo. O camisa 8 fez arrancada espetacular e parou somente em Cavalieri. O Fluminense tirou o volante Wendel e o ponta Richarlison para apostar no também ponta Marcos Junior e no centroavante Pedro. Com o tricolor em cima, o Flamengo se armou pro contra-ataque. Aos 47', Rodinei disparou no mano a mano, ganhou do defensor e foi parado por Diego Cavalieri. Cartão vermelho pro goleiro tricolor. Com as 3 substituições já realizadas, Orejuela foi para a meta do Fluminense. O volante nada pôde fazer dois minutos depois, no contra-ataque rubro-negro após escanteio a favor do rival. Rodinei novamente disparou, invadiu a área tricolor e chutou cruzado, sacramentando a vitória e o título Carioca do Mais Querido.
Zé Ricardo
Tentou começar o jogo dando solidez defensiva, com Renê ocupando a lateral esquerda, e qualidade técnica ao meio de campo, ao colocar Trauco ao lado de Arão e Márcio Araújo. Na prática, só a primeira tentativa funcionou. Renê foi um dos melhores em campo mas Trauco produziu muito pouco pelo meio. Zé Ricardo percebeu bem a deficiência que o peruano apresentou e colocou Gabriel, que mesmo sem ser brilhante, deu mais suporte ao time. A saída de Berrío, perdido no jogo, para a entrada de Rodinei, seguida da mudança de esquema tático, foram essenciais para a vitória rubro-negra. Zé Ricardo soube recuar o time na hora certa, se resguardando dos contra-ataques do Fluminense e forçando o tricolor a trabalhar mais com as bolas aéreas. Além das boas alterações, o técnico rubro-negro merece crédito por toda a transformação que o time sofreu sob seu comando e pela regularidade que o time apresentou durante toda a competição. Título mais que merecido.
Rodinei
Teve estrela, mais uma vez. Merece ser citado pelos dois bons jogos seguidos ocupando a faixa direita do ataque, ambos com gols. Rodinei exerce, taticamente, a função de ponta com o mesmo brilhantismo de Éverton. Sua formação como lateral, somados a sua vocação para o ataque, parecem o ajudar a ser exatamente o que Zé Ricardo exige que os pontas sejam. Bem defensivamente quando exigido e capaz de produzir ofensivamente, Rodinei mostra que pode ser uma boa opção para o restante da temporada, saindo da linha dos tradicionais jogadores rápidos e que pouco produzem - jogadores esses extremamente comuns no Flamengo dos últimos anos.
Guerrero
Decisivo. Seu sobrenome o define, inclusive. Um leão em campo, como sempre. Embora em um nível abaixo das últimas - e sensacionais - partidas, Guerrero, ainda sim, foi fundamental para o sucesso do Flamengo. Sofrendo com dores durante toda a partida, Guerrero lutou e pôs o coração em campo como sempre. Melhor jogador em atividade no futebol brasileiro e melhor atacante do continente, o peruano finalmente pôde tirar um peso das costas e gritar "É campeão!" vestindo rubro-negro.
Elenco
Mesmo que seja impossível colocar aqui o nome da cada um dos jogadores que fizeram parte da caminhada para o primeiro título do ano, vale a pena citá-los, mesmo que em um único parágrafo - ou dois. - Muralha, com todos os problemas, falhas e desconfianças geradas pelos últimos jogos, cresceu nessa final e fez defesas importantíssimas - destaque para a cabeçada de Renato Chaves, pouco antes do primeiro gol rubro-negro, que parou no camisa 38. Pará, em fase espetacular, não fez grande partida mas não decepcionou. Após a entrevista se declarando flamenguista desde criança e pelo tanto que se doa em campo, não merecia menos que um título pelo clube de coração. Renê, como já citado, foi um dos melhores em campo. Ganhou quase todas as divididas, fez trabalho defensivo muito importante e arriscou algumas subidas pro ataque. Grande partida do lateral. Réver, assustadoramente regular desde que chegou ao clube, foi importantíssimo na caminhada para o título. Já Rafael Vaz provou que soube lidar bem com as críticas e somou mais uma sólida partida a sua sequência.
Márcio Araújo também fez partida enorme. Muito bem defensivamente - como sempre -, iniciou contra-ataques e até experimentou um momento meia atacante. Carismático, é mais um dos jogadores que trabalhou em cima das críticas para elevar seu nível e merecer fazer parte de um elenco tão qualificado. Na partida contra o Fluminense, "desarmou até a mãe", como dizem os torcedores mais bem-humorados. Arão, ainda que mal no início do jogo e no lance do gol tricolor, cresceu no segundo tempo e movimentou o meio campo. Quando bem, é indispensável ao time. E seu bom desempenho dos jogos decisivos tem grande parcela no título conquistado. Por último, Juan, que pouco fez nos poucos minutos jogados mas, rubro-negro de coração que é, pôde sentir o gostinho de ser campeão dentro de campo.
Além dos citados, todo o elenco merece ser lembrado. Cada um dos jogadores que participaram dos vários jogos da invicta campanha do Mais Querido. E, é claro, a Nação Rubro-Negra merece os parabéns pelo apoio dado e por lotar o estádio para empurrar o time ao título. Nada é impossível para a maior torcida do mundo.
Enfim, fomos campeões. Um peso é tirado do elenco, sem títulos desde 2014, e de Zé Ricardo, que depois de uma eliminação nas oitavas da Copa Sulamericana e um terceiro lugar no Brasileirão, chega ao seu primeiro título no profissional em menos de 1 ano de comando. Como tudo no Flamengo é dinâmico, o elenco já deve se preparar para a estreia na Copa do Brasil, quarta-feira (10), contra o Atlético Goianiense, no Rio de Janeiro e para o importante confronto contra o San Lorenzo, quarta-feira (17), na Argentina. Uma vitória ou empate garantem o Flamengo na próxima fase da Copa Libertadores. O ano mágico começou, rubro-negros, e esse é só o primeiro gostinho do que ainda tem por vir.
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Saudações Rubro-Negras!
Pedro Santos - @_PedroHRS
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