Assim que saíram acusações contra Ricardo Teixeira no exterior, a CBF se apressa em soltar notas para inocentar seu presidente Marco Polo Del Nero e se desvincular das denúncias. Mas, na verdade, a entidade tem atuado para proteger o seu ex-dirigente nas investigações e evita cobra-lo por prejuízos aos cofres da confederação.
Um exemplo é a acusação recente contra Teixeira de levar subornos no formato de comissões ilegais por contratos de amistosos da seleção junto com Sandro Rosell, contida em investigação na Espanha. Tratam-se de pagamentos ilegais relacionados aos contratos da CBF com a empresa ISE (International Sports Events), com sede em paraíso fiscal.
Em paralelo, a ISE pagava à empresa Uptrend, nos EUA, para jorrar dinheiro para contas de Teixeira e Rosell. No final, eles ganhavam uma fatia gorda da arrecadação que deveria ir para a CBF.
Pois bem, durante a CPI do Futebol, a diretoria da CBF e seus parlamentares aliados atuaram para barrar a investigação de contratos da ISE e da Uptrend. Quando a CPI reivindicou contratos comerciais da confederação, incluindo os da ISE, advogados da confederação foram ao STF (Supremo Tribunal Federal) para barrar o pedido e conseguiram.
Depois, houve um requerimento da CPI de movimentação de dinheiro no país da Uptrend, Kentaro e ISE, as três envolvidas na investigação espanhola. O blog apurou que o requerimento nunca foi apreciado porque parlamentares da bancada da bola, liderados pelo senador Romero Jucá, o barraram. Também obstruíram a tentativa de convocar Teixeira para depor. Esses parlamentares são ligados à CBF.
Não é só isso. A CBF nada fez em relação às acusações contra Teixeira na Justiça dos EUA. Ele é acusado de lesar a entidade em US$ 15 milhões só no contrato da Nike. A Fifa e a Conmebol se apresentaram como vítimas no processo pois isso pode garantir que a multa paga por acusados à Justiça seja destinada a seus cofres.
Passados dois anos e meio do estouro do caso, a CBF não se apresentou no processo apesar de ser uma das entidades mais prejudicadas, segundo o relato de autoridades norte-americanas. Igualmente, em relação ao processo na Espanha, não há nenhuma movimentação da diretoria de Del Nero para tentar recuperar fundos desviados da entidade.
O atual presidente da CBF ascendeu ao poder na entidade juntamente com Marin em articulação feita por Teixeira. A saída dele diante de série de acusações foi feita de foram que a dupla o preservasse. Desde então, há uma relação de altos e baixos entre Del Nero e Teixeira, mas que nunca foi rompida.
O blog perguntou a CBF por que não tomou nenhuma atitude em relação às acusações de Teixeira lesar a entidade, e por que atuou para barrar investigações sobre contratos da seleção. Não obteve resposta. As duas notas da entidade sobre o caso foram para dizer que não havia participação de Sandro Rosell em contratos da entidade, e para negar acusações contra Del Nero que constam no processo espanhol.
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Retirado de: Blogosfera - Rodrigo Mattos

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