Jogo tenso, adversário historicamente difícil, Maracanã lotado e pressão por resultados. Nada disso amedrontou o Flamengo. Festa da torcida, mudanças táticas e golaços foram os ingredientes do terceiro jogo da Libertadores, onde o rubro-negro triunfou sobre o Atlético Paranaense por 2 x 1.
O jogo
O Flamengo começou arrasador. Logo aos 7', lançamento de Trauco pra Guerrero. O atacante dominou entre os dois zagueiros do Atlético e arrematou pra defesa de Wéverton. No rebote, venceu no alto e marcou. 1 x 0 Mengão. Logo em seguida, aos 14', foi a vez de Diego brilhar. Boa troca de passes pela direita entre Márcio Araújo e Pará, deixando Arão livre pra fazer o cruzamento. A bola ainda desviou em Thiago Heleno antes de parar nos pés do camisa 10, que colocou no ângulo. Golaço. 2 x 0 Mengão.
O jogo seguiu tranquilo pro Flamengo. O Atlético assustou aos 17' com Nikão, em bom chute de fora da área. O rubro-negro respondeu com Diego, aos 26', que também tentou de fora da área, acertando o travessão, e com Guerrero, em chute cruzado após enfiada de bola do camisa 10.
O segundo tempo foi morno, com o Flamengo administrando a vantagem. O Atlético cresceu e diminuiu na boa jogada de Jonathan, que resultou no cruzamento de Douglas Coutinho, completado por Nikão. O clube da Gávea não se abateu e manteve-se firme até o final do jogo, garantindo a vitória e a liderança do grupo 4, com 6 pontos.
Mudanças táticas e comportamento do time
A interessante mudança tática de Zé Ricardo deu certo. Mancuello, provável titular, teve problemas de saúde pouco antes do jogo e não pôde entrar em campo. Zé Ricardo decidiu apostar em Trauco, jogando mais avançado pelo lado esquerdo, com Gabriel na ponta direita e Renê ocupando a posição original do peruano. A velocidade nas pontas parece ser essencial pro bom rendimento do time e não foi diferente com o lateral por ali. Trauco caiu como uma luva num time que sente falta de Éverton e sua dinâmica de jogo. O peruano, sempre afiado nos lançamentos pra Guerrero, ajudou na marcação e na compactação do time, caindo pelo meio, como um volante, em alguns momentos - inclusive em sua assistência. Aliado a sua boa técnica, o camisa 13 elevou o nível do jogo pelos lados e mostrou que pode ser opção não somente na lateral como também pela ponta.
Willian Arão
Fez excelente partida. Voltou a ser o jogador participativo e técnico que se destacou em 2016. Chamou o jogo, participou da saída de bola e soube se lançar em momentos chave, como no cruzamento que resultou no gol de Diego. Também participou do primeiro tento, achando Trauco no meio campo, livre e em condições de acionar Guerrero. A natural queda de rendimento do volante no segundo tempo, devido ao cansaço, não apaga a sua importância na vitória. A posição ocupada por Arão é vital pro bom rendimento do time e, com a tranquilidade de ter um volante que não sai pro jogo ao seu lado, pôde se concentrar nas suas maiores virtudes: qualidade na saída de bola e infiltrações. Que o nível do camisa 5 se mantenha.
Diego e Guerrero
Foram mágicos como sempre. O primeiro comandou o time, soube controlar o jogo e foi mais afiado que nunca. Marcou um gol pra poucos, com a calma e qualidade que o camisa 10 da Gávea tem apresentado desde o primeiro jogo. Um golaço, um chute espetacular na trave e uma enfiada de bola sensacional na conta, Diego foi um dos melhores em campo. Saiu lesionado aos 22' do 2o tempo, após divida com Douglas Coutinho. A entorse no joelho direito preocupa e, segundo o Doutor Márcio Tannure, as previsões não são otimistas. Fica aqui nossa torcida pelo maestro rubro-negro.
Já Guerrero foi o habital lutador, se entregando de alma e coração em cada jogada. O seu gol representa esse espírito cada vez mais forte no peruano. Guerrero parece entender o que significa ser Flamengo. Entende que, mesmo que o gol não saia, cada jogador deve deixar até a última gota de suor em campo pelo clube. E é isso que o atacante tem feito em todos os seus jogos. Guerrero não foi brilhante e não teve jogadas espetaculares, mas foi o melhor em campo. Brigou por todas as bolas, criou boas oportunidades e marcou um gol com a cara do Flamengo. Mais artilheiro que nunca, o ano promete ser grande pro peruano.
Até aqui, os jogos da Libertadores foram as melhores apresentações do time no ano. O pobre desempenho nos clássicos do Carioca aparenta ter pouca importância na evolução do time. Contra o Atlético Paranaense, além dos destacados, outros pontos merecem ser mencionados, como a segurança do sistema defensivo, que só oscilou no gol do time visitante. Donatti e Réver fizeram grande trabalho comandando a defesa rubro-negra e Renê, juntamente de Trauco, deu a solidez defensiva que o lado esquerdo do Flamengo não via desde a lesão de Éverton. Pará voltou muito bem, embora um tanto apagado no jogo.
O espetáculo da Nação
O nome do espetáculo, no entanto, foi a Nação Rubro-Negra. Além do duplo mosaico, com direito a gol de falta de Zico sobre o Cobreloa, o incondicional apoio ao time foi de encher os olhos. A Nação empurrou o time no início do jogo e continuou cantando quando os visitantes diminuíram a vantagem no placar. O gesto com Marcelo Cirino, muito questionado mas ovacionado pela torcida ao entrar em campo, mostraram o porquê da maior torcida do mundo fazer a diferença. A boa partida do ponta pode e deve ser creditada aos gritos de "Cirino! Cirino!" em sua entrada. É natural contestarmos jogadores, técnicos e táticas. Mas, dentro de campo, tudo isso deve ser deixado de lado. Durante aqueles 90 minutos, todos estamos ali pelo Flamengo, com o único propósito de fazê-lo sair vencedor. A Nação deu aula nesse aspecto e a atitude, nada menos que sensacional, merece ser parabenizada.
Três jogos com escalações e esquemas táticos diferentes. Três jogos que demonstraram os frutos que podem vir do trabalho de Zé Ricardo. Ao passo que o Flamengo abre espaço para a desconfiança pelo desempenho no Campeonato Carioca, confirma seu favoritismo e grandeza com o bom futebol na Libertadores. Que o time siga bem, evoluindo sempre e apresentando as tão desejadas variações táticas. Dia 26 mais uma batalha espera o Mais Querido e a Nação, contra o mesmo Atlético Paranaense, na Arena da Baixada. Vamos Flamengo!
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Saudações Rubro-Negras!
Pedro Santos - @_PedroHRS
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