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| (Foto: Gilvan de Souza) |
Flamengo e Vasco se enfrentaram nesse sábado (8) no Maracanã, pela semifinal da Taça Rio. Com os dois times já classificados pra semifinal do Estadual, o jogo de pouco valeu além do prazer de enfrentar seu rival e, naturalmente, não teve grande público. Pouco mais de 20 mil pessoas acompanharam o morno Clássico dos Milhões que terminou em 0x0 e classificou o Vasco para a final da Taça Rio. Zé Ricardo decidiu ir com força máxima pro jogo, visando recuperar o entrosamento da equipe titular e prepará-la pro confronto de quarta-feira, contra o Atlético Paranaense, pela Libertadores. Jogo morno e eliminação à parte, o que podemos tirar do empate contra o Vasco?
Defesa
A defesa foi pouco exigida, mas foi segura. Réver recuperou o bom nível e Donatti mostrou a seriedade que se espera para que assuma a titularidade. A dupla seria excelente pedida pra partida contra o Atlético Paranaense, devido à experiência do argentino e de Réver na competição (e em jogos grandes) e da péssima fase que atravessa Rafael Vaz. Trauco foi seguro, fez mais um de seus bons lançamentos pra Guerrero no primeiro tempo, mas não brilhou. Rodinei cresceu com a entrada de Berrío, procurou as triangulações e conseguiu finalizar com perigo em uma de suas subidas. Porém a falta de solidez do camisa 2 ao errar jogadas fáceis nos faz não duvidar da titularidade absoluta de Pará no momento.
Meio de Campo
O meio de campo, como sempre, foi comandado por Diego. O camisa 35 busca o jogo, arma as jogadas, dá combate, cai pela direita, cai pela esquerda... Diego é o que move o Flamengo e é, sem dúvidas, o pilar fundamental do time. Arão foi mal no primeiro tempo, se escondendo do jogo e participando muito pouco da saída de bola. Cresceu na segunda etapa, mas, ainda sim, segue devendo. Seus gols tem escondido sua falta de presença durante o jogo, que acaba sendo negativamente crucial para o time. Já Márcio Araújo foi o Márcio Araújo que conhecemos: Bola pra um lado, bola pro outro, perda de posse de bola e as rápidas recuperações que tanto encantam Zé Ricardo. Longe de fazer partida ruim - e também longe de fazer uma boa -, fez o trabalho medíocre de sempre e deu muito pouco dinamismo na saída de bola, concentrada nele por conta da omissão de Arão e forçando Diego a recuar pra exercer essa função. Na parte final ainda se aventurou de lateral direito novamente, após a saída de Rodinei, e pouco fez por ali.
Ataque
O ataque rubro-negro se resume a Paolo Guerrero. O camisa 9 consegue transformar os chutões da zaga e de Muralha em grandes chances de gol. Um deles, no segundo tempo, terminou em chute perigoso de Diego, após passar pelos pés do atacante. Guerrero movimentou-se na frente, lutou, buscou o jogo e inclusive tentou jogadas de velocidade contra os zagueiros cruzmaltinos. O peruano tem feito o que se espera dele e é lamentável que seus companheiros de ataque não tenham metade de seu empenho e qualidade. Mancuello mostrou que, contra times grandes, produz muito pouco pelo lado e priva o time de explorar a ponta direita com as tradicionais triangulações em velocidade. Gabriel fez uma única boa jogada em todo o jogo (chute cruzado após bom drible na zaga, no segundo tempo) e não tem futebol pra ser titular do Flamengo. Éverton fez falta ao rubro-negro na ponta esquerda e, em experiências como essa, assegura sua titularidade - mesmo não estando em campo.
Alterações
Alterações
As alterações de Zé Ricardo foram as de sempre. Mancuello iniciou o jogo e, após ir mal, saiu pra dar lugar à Berrío. O colombiano foi pouco efetivo no ataque, perdeu boa chance e precisa ter calma em suas jogadas. A impressão que passa é que o desespero pra provar seu valor o atrapalha em cada toque na bola. Ainda assim, precisa de tempo e pode ser uma boa alternativa durante a temporada. Ronaldo e Damião também entraram, nos lugares de Rodinei e Gabriel, respectivamente. O atacante pouco fez e é difícil entender por que está à frente de Vizeu como a primeira opção para substituir Guerrero. Já o volante merece um parágrafo à parte.
É gritante a altíssima qualidade de Ronaldo. Na opinião do humilde torcedor que vos escreve, é o jogador da base mais preparado para o futebol profissional desde Jorge. E, como o ex-camisa 6, joga numa posição onde o Flamengo ainda tem dúvidas. Ronaldo jogou 29min e, nesse curto espaço de tempo, foi predominante no meio de campo. Chegou até a criar boa chance de gol, após dar passe de peito pra Guerrero, que bateu prensado. Tão importante quanto sua qualidade no ataque foi o papel defensivo correto que exerceu, marcando e desarmando bem. A principal razão da manutenção de Márcio Araújo no time titular - sua velocidade de recuperação - também é uma qualidade de Ronaldo e o vigor físico dos seus 20 anos. Somado a isso sua qualidade com a bola e a tranquilidade com que jogou um clássico disputado, Ronaldo é exatamente o que o time necessita. Esperamos que ganhe tempo de jogo nessa temporada e que desenvolva cada vez mais seu grande potencial.
Zé Ricardo, em coletiva após o jogo, mostrou-se satisfeito com o desempenho do time. Realmente, não é o fim do mundo empatar com um Vasco retrancado numa semifinal que de nada vale. O Flamengo foi melhor e dominou as ações, mas a dificuldade pra fazer gols continua a preocupar. Martín Silva teve boa participação no jogo - foram, pelo menos, 4 boas defesas do goleiro uruguaio - mas a quantidade enorme de chances criadas precisa resultar em mais gols. A falta de efetividade ofensiva dos homens de lado é crucial nesse ponto e faz com que todo o potencial de ataque do time se concentre em Guerrero e Diego, facilitando a marcação adversária. Somente Éverton foge à regra e tem sido importante para o ataque quando está em campo. No entanto, para um clube com as pretensões e opções no elenco que tem o Flamengo, ainda é pouco. Um time campeão precisa ser grande e eficiente em todos os setores e já passa da hora do time mostrar evolução em seu futebol. O mais do mesmo e a repetição dos problemas do time jogo após jogo limitarão a capacidade do time de avançar às principais decisões do ano.
O confronto contra o Atlético Paranaense se aproxima e, dada sua importância, é essencial que as falhas demonstradas no jogo contra o Vasco sejam corrigidas. O time precisa ser mais agudo, especialmente em competições internacionais, e jogar contra equipes retrancadas ainda parece ser um problema. Os pontos positivos também devem ser aproveitados, como a sólida partida de Donatti e a melhora do time ao ter velocidade pelos flancos. Torçamos para que Zé Ricardo faça um bom trabalho e para que o time recupere o bom futebol apresentado contra o San Lorenzo.
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Saudações Rubro-Negras!
Pedro Santos - @_PedroHRS
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