Violência nos estádios: Torcida úncia é para inglês ver



Com mais um clássico carioca se aproximando, revivemos uma velha polêmica. Torcida única
ou mista nos estádios?

Nesse post tentarei de forma simples abordar no âmbito esportivo e social os motivos que me levam à crer que a medida que afasta as duas torcidas dos estádios é absolutamente paliativa e prejudicial ao esporte.

Vamos expor alguns dados, retirados do blog do Mauro Cezar Pereira: Segundo levantamento feito no Campeonato Brasileiro de 2016 os estádios são seguros em 99,996% das vezes. Ou seja, durante uma partida de futebol um dos locais mais seguros para se estar é no estádio. Raríssimas são as vezes em
que acontecem confrontos entre 'torcedores'.

Quando tais confrontos acontecem, são oportunidades que os meliantes aproveitam observando que a segurança local contém algumas falhas.

Vale ressaltar também que boa parte das confusões que acontecem são ocasionadas entre 'torcedores' da mesma
equipe, o que faz cair por terra a máxima que torcida única trás segurança para os estádios.

As brigas em sua grande maioria acontecem no entorno dos estádios, onde criminosos se encontram para se matar, sendo uma banalização, uma bestificação do ser humano.

Atitudes tem que ser tomadas, isso é claro. Mas colocar apenas um torcedor no estádio não é nem de perto uma solução.

Punir os clubes financeiramente ou com perda de mando também não é uma opção plausível, já que em sua grande maioria os mesmos se atentam à segurança da partida e não financiam os encrenqueiros.

Banir as organizadas é uma das piores atitudes à serem tomadas, existe um hábito constante do brasileiro em massificar e classificar as atitudes individuais como se fossem características de todo o grupo. O que poderia ser feito no caso das organizadas é uma grande investigação dos membros, buscando identificar individualmente integrantes problemáticos e posteriormente bani-los da organização.

Adordando o caráter social, mostrarei o porque de torcida única ser uma das coisas mais patéticas que existem em um clássico.

Fazendo-se isso, se tira do torcedor uma das melhores experiências de freqüentar os estádios. Não se vêem os duelos musicais das torcidas, no momento do gol, não se vê aquela massa adversária congelada, estática e desesperada. Tira-se emoção, deixa o jogo mais monótono, menos emotivo.

Em resumo, torcida única é tudo o que o futebol não precisa, torcida única é sinônimo da falência do esporte nacional, é acabar com uma das tradições mais belas que existem.

Porém até agora tudo que foi colocado por mim foi o que não deve-se ser feito, partiremos daqui uma abordagem do que deve ser feito, na humilde opinião de quem vos escreve.

Para acontecer uma diminuição real das confusões nas partidas de futebol, algumas pessoas dizem ter a resposta na ponta da língua: Educação! Eu digo que
não, educação não é a solução para o problema que enfrentamos, tendo em vista que encontramos situações iguais em países europeus, onde as taxas de analfabetismo são ínfimas e que não existe uma desigualdade social como a do Brasil.

Mas então fica à incógnita, como os europeus conseguiram diminuir consideravelmente os confrontos dos
“Hooligans”?

A resposta é simples: punições eficazes! Cadeia, multas, detenções, tudo que
seja necessário para inibir a atuação dessas pessoas.

Você já se perguntou o porque dos estádios ingleses não conterem alambrados? Ouse invadir o gramado.

O mesmo deve ser adotado no Brasil. É um absurdo uma briga entre torcedores que resulta em assassinato não ter presos, não ter julgamento, não ter nenhum tipo de punição mais severa.

Temos que dar um basta nisso, o esporte não agüenta mais.

Clubes devem fazer campanhas para que isso aconteça, mas enquanto ficarem de birra um para com os outros iremos ver brigas e mais brigas...

Como um adendo à esse post devemos elogiar as atitudes de Flamengo e Fluminense, que de maneira honrosa lutaram juntos pelos interesses do futebol, acima dos seus. Um exemplo à ser
seguido. União entre rivais para tentar salvar algo que é a coisa mais importante dessa história, o futebol.

Os episódios tristes, quase patéticos, foram protagonizados pelo presidente do Botafogo e pelo técnico Abel Braga, que talvez tenha dado a pior entrevista de toda à sua carreira. Deixando claro uma contradição e um egoísmo que não condizem com um profissional tão vitorioso como ele.

No mais é isso. Quem tiver à oportunidade vá no jogo hoje, sendo tricolor ou rubro-negro, façam a festa máxima do futebol. Por conta das atitudes, ambos merecem o título. É claro, o futebol agradece.

Saudações Rubro-Negras.
Gabriel Aguiar.
@gabriel1_aguiar

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