Fla x Flu: Um ótimo teste para a Libertadores

(Gilvan De Sousa / Flamengo)

Às vésperas do jogo mais importante do ano, o Flamengo teve seu maior desafio na temporada. No Fla-Flu da paz, da luta contra a torcida única no futebol e de bonitas atitudes dos dirigentes dos clubes, o Fluminense de Abel Braga evidenciou falhas no Flamengo que devem ser corrigidas para o confronto contra o San Lorenzo, dia 8, no Maracanã. O empate foi justo – sim, eu sei que o Fluminense ganhou nos pênaltis mas isso a gente pode deixar de lado – e as lições que devem ser aprendidas pelo time de Zé Ricardo foram claras.

O Flamengo começou melhor o jogo. Como sempre, time em cima, dominando a posse e esperando a oportunidade pra atacar. O Fluminense jogou atrás durante todo o jogo, cenário que deve acontecer nos confrontos em casa do Flamengo na Libertadores.

Em falta a favor do rubro- negro, Diego bateu, a zaga afastou, Trauco chutou prensado e a bola sobrou pra Wellington Silva. O ponta do Fluminense tinha Pará à sua frente, que escorregou e o deixou sozinho com Muralha.

4 minutos de jogo, 1 x 0 Fluminense. O Flamengo reagiu, empatou com Willian Arão – para desespero dos botafoguenses - e virou com Éverton.

No entanto, após cobrança de escanteio de Sornoza e desvio de Orejuela, houve um toque de mão de Guerrero e pênalti para o Fluminense. Henrique Ceifador bateu e empatou o clássico.

O jogo seguiu e, após nova jogada área do Flamengo houve um bate rebate na intermediária tricolor, a bola sobrou para Sornoza na ponta direita, que acionou a boa passagem de Lucas pelo meio. O lateral tricolor, sozinho com Muralha, colocou no alto e virou o jogo.

O segundo tempo, mais cadenciado e estratégico, demostrou a paciência do time rubro-negro.

Com o recuo do rival, que tinha o resultado a seu favor, o controle do jogo foi entregue ao Flamengo, que não se desesperou e soube ter tranquilidade pra criar chances.

Zé Ricardo tirou Mancuello, mal na partida e incapaz de acompanhar as velozes subidas dos pontas tricolores, e colocou Gabriel, que estabilizou o lado direito da defesa.

Berrío também entrou, no lugar de Willian Arão, aos 20 minutos e Felipe Vizeu foi a última substituição rubro-negra, no lugar do peruano Trauco.

Assim como no primeiro tempo, o Flamengo dominou as ações. E em um bom cruzamento de Berrío, Vizeu teve uma excelente chance mas cabeceou pra fora.

Aos 39', Paolo Guerrero decidiu fazer mágica e, à lá Zico e Petkovic, fez um golaço de falta. Jogo empatado e pressão flamenguista que resultou em chance incrível perdida por Berrío, já nos acréscimos.

Nas entrevistas pós-jogo, Zé Ricardo mencionou a força de vontade do time, que foi atrás do resultado por duas vezes.

A tranquilidade mostrada pelo time ao estar atrás do placar, realmente, é uma qualidade admirável adquirida pelo elenco. Em nada se assemelha aos times de 2014, 2015 e 2016, que desmoronavam ao sofrer um empate.

A Libertadores exige um time forte, tanto tecnicamente quanto psicologicamente e a evolução do elenco nesse sentido é notável.

No entanto, os aspectos negativos da derrota devem ser analisados, afinal, dois dos três gols do Fluminense surgiram em jogadas de contra-ataque onde os dois zagueiros, Réver e Vaz, e os volantes, Rômulo e Arão, subiram ao ataque e deixaram um buraco na defesa, composta apenas por Trauco e Pará.

No primeiro gol, Pará e Trauco ficaram no mano a mano com Wellington – autor do gol – e Richarlison. Já no segundo gol, durante o bate rebate aéreo no meio de campo, Réver continuou na área, acreditando em uma possível jogada do time. Erro que nos custou um gol, já que Lucas apareceu livre exatamente onde Réver deveria estar.

O apoio dos zagueiros em jogadas aéreas é muito necessário, especialmente quando temos um bom cabeceador como Réver. Entretanto, é necessário que o time saiba cobrir os espaços deixados pela subida dos zagueiros e que os volantes se mantenham atrás nesse tipo de jogada. Caso contrário, os espaços dados atrás serão facilmente explorados pelos adversários.

Positivamente, destaca-se a ofensividade dada por Berrío.

O colombiano é um verdadeiro 'touro', ganhou todas as disputas em velocidade e tem excelente técnica.

Apesar do gol perdido, criou inúmeras chances de gol e provou que já está pronto pra ser titular. A Libertadores pede jogadores como Berrío.

Já Mancuello, apesar de bem em sua nova função, mostra muita dificuldade ao enfrentar times com atacantes velozes pelos lados e que façam necessária a sua recomposição rápida.

Donatti também é uma boa opção devido à sua experiência e, com as performances abaixo da média de Vaz, pode começar a ter mais chances no time principal.

2017 está apenas começando e não há motivos pra desespero. O Flamengo segue invicto na temporada e Zé Ricardo já mostrou ser um técnico atento às deficiências do time.

As boas substituições no clássico provaram a evolução do técnico nesse aspecto e a vitória escapou por detalhes.

O Fluminense foi um excelente teste e seus ensinamentos devem ser incorporados para o jogo contra o forte San Lorenzo, estreia na Libertadores. Nos resta torcer e esperar que, como diz Zé Ricardo, o vôo do urubu seja alto e amplo e coisas bonitas venham nessa temporada.

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Saudações Rubro-Negras!
Pedro Santos - Meu Twitter: @_PedroHRS


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