Ex-Fla diz não esquecer o clube, exalta o elenco e pede 'espírito de Libertadores' para equipe ir longe

Revelado pelo Flamengo, Ibson afirmou que continua acompanhando o clube dos Estados Unidos (Divulgação Flamengo)

Uma vida inteira dedicada ao Flamengo, local que chegou aos nove anos de idade,  Ibson acumulou três passagens, títulos importantes e idolatria da torcida. Vestiu também as camisas de Porto, Spartak Moscou, Santos, Corinthians, Sport e Bologna. Mas foi no clube da Gávea que viveu seus melhores momentos na carreira, que, mesmo de longe, defendendo o Minnesota United, da MLS, não saem da sua cabeça.
Em entrevista exclusiva ao FoxSports.com.br, o meio-campo, que está com 33 anos, abriu o jogo e falou sobre todos os assuntos. Adaptação aos Estados Unidos, lembranças do Flamengo, chances do time carioca na Conmebol Libertadores Bridgestone, aposentadoria, retorno ao futebol brasileiro, entre outros temas. Com vínculo até dezembro e possibilidade de renovação por dois anos, a tendência é que continue no futebol norte-americano, local que conseguiu uma rotina bem diferente dos tempos de Brasil:
"É uma vida bem tranquila, que eu posso curtir mais a minha família. Vejo meu filho jogar futebol, minha filha na ginástica. É tudo bem tranquilo. Pretendo ficar mais um tempo nos Estados Unidos", afirmou Ibson, que destacou a organização dos clubes para uma evolução da MLS, que, segundo ele, está com um nível técnico muito bom:
"Experiência por aqui é muito bacana. O futebol está crescendo, com uma qualidade técnica boa. Está melhorando. Não sei se chega ao nível do Brasil, mas acredito pode chegar perto. A tendência é melhorar. Temos estrutura. Agora, muita gente vem para cá. É natural que isso aconteça (essa evolução)".
Outros trechos da entrevista:
Torcida nos EUA x Brasil:
"Bem diferente. Eles são fanáticos, mas não há cobrança como no Brasil. A cultura é diferente. Eles cobram desempenho, dedicação, mas é diferente de quando se perde no Brasil. Os dirigentes, a comissão técnica pressionam mais do que o torcedor, que tem mais respeito em relação a isso. Nunca vi protesto por aqui".
Vida mais tranquila:
"Destaco a organização e o respeito. É diferente. Você pode sair na rua de forma tranquila, aproveitar com sua família. O calendário é melhor, jogamos apenas uma vez por semana. Tudo isso influencia. A relação que tenho aqui com todos é bem tranquila".
Retorno ao futebol brasileiro:
"Sempre tenho sondagens, mas nada de concreto. Não penso em voltar para o Brasil agora. Meu pensamento é ficar mais um tempo aqui. Mas o futebol é dinâmico. Pode mudar".
Aposentadoria:
"Ainda não penso. A gente trabalha para chegar em alto nível. Não acontecia isso antes, mas virou tendência ter jogadores acima de 35 anos atuando em alto nível. Todos esses que estão jogando (Zé Roberto, Ricardo Oliveira) são exemplos para mim".
Times brasileiros mais famosos nos Estados Unidos:
"O Flamengo, Corinthians e Santos são as equipes mais conhecidas aqui. Fizemos a pré-temporada no Brasil, vimos um Flamengo e Vasco. Eles conhecem bastante esses times. O Santos por causa do Pelé, Neymar. Eles apreciam o nosso futebol muito por conta dos craques brasileiros".
Relação com o Flamengo:
"Acompanho o Flamengo daqui. O elenco é muito forte, com a mesma base dos últimos anos. Vejo uma mescla bacana, com jogadores experientes e a garotada da base. Mantém o mesmo nível quando troca".
Briga pela Libertadores:
"Vejo o Flamengo brigando por voos altos. É um campeonato diferente. São jogos duros, pegados. O Flamengo tem que fazer aquilo que o Felipe Melo disse. Incorporar o estilo de Libertadores".
Diego:
"Foi meu companheiro no Porto. É um grande jogador, além de ser um cara da melhor qualidade. Tem tudo para ser um grande ídolo da história do Flamengo".
Importância de um CT:
"Faz muita diferença ter um local para treinar. Óbvio que fez falta na minha época. Um espaço com estrutura influencia muito na base".
Mágoa do Flamengo:
"Não guardo mágoa do Flamengo. Tenho um carinho muito grande pelo clube, pelos torcedores. Não foi bacana a forma que saí, mas o futebol é isso. Bola para frente. Posso dizer que não guardo mágoa".
Passagem apagada pelo Corinthians:
"Tinha tudo para dar certo, um grande elenco, treinador de primeira, que era o Tite. Acredito que faltou tempo. Pode ter sido a falta de uma pré-temporada. Fiquei afastado no Flamengo. Depois fui para o Corinthians. Eu poderia ter rendido mais lá".

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Retirado de: Fox Sports

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