Ele saiu do Alemão, virou maior promessa do Flamengo e agora tenta se firmar em rival do Flu

Caio Rangel, nos tempos de Flamengo, no Alemão, e atualmente no Criciúma

A quinta-feira será de lembranças para Caio Rangel. Aos 21 anos, com a camisa do Criciúma, o jovem reencontrará o Fluminense na Copa do Brasil, um rival que se acostumou a enfrentar nas categorias de base do Flamengo. Naquela época, porém, ele era visto como um das maiores promessas rubro-negras e, agora, já não é mais bem assim.


Rangel, desde cedo, encheu os olhos no Rio de Janeiro. Criado no Complexo do Alemão, o meia-atacante chegou ao Flamengo antes mesmo de completar uma década de vida e assumiu a camisa 10, já nos primeiros passos no campo, com apenas 14 anos. A expectativa foi sempre grande, mas ele não chegou sequer a estrear como profissional.
"Meu maior sonho era se tornar um jogador de futebol profissional. E hoje eu posso dizer que sou um. Sonho de milhões, e eu consegui realizar, graças a Deus. Agora luto todos os dias para me manter", minimiza Rangel, que viu sua vida tomar outro rumo em 2014, com 18 anos, quando foi vendido pelo Flamengo ao Cagliari, da Itália.
No futebol europeu, contudo, a promessa não se tornou realidade. Rangel jogou pouco na Itália, na temporada 2014/15, com apenas 11 jogos - só um como titular - e nenhum gol. Em agosto de 2015, pouco mais de um ano após ser vendido, foi emprestado ao Arouca, de Portugal, onde também teve raras oportunidades
"Não foi por questão de futebol, pois eu confio muito em mim. Mas, com certeza, um dia voltarei para lá com muito mais experiência e com um pouco mais de nome. Vou construindo uma nova história, degrau por degrau, e tenho certeza que dará tudo certo", disse o jovem, em entrevista ao ESPN.com.br sobre a experiência fora.
O jogador atribui à idade, à adaptação e ao fato de não ter nenhum jogo como profissional como fatores que influenciaram para que sua carreira não decolasse no exterior, mas garante que, se voltasse no tempo, deixaria o Brasil aos 18 anos novamente. "Não me arrependo de nada do que eu fiz. Escolhi, assumi minhas responsabilidades", afirmou.

Rangel retornou ao futebol nacional no início de 2016, emprestado pelo Cagliari ao time sub-20 do Cruzeiro. Foi lá que Deivid, hoje técnico do Criciúma, o viu e pediu sua contratação nesta temporada. Ele está na equipe de Santa Catarina desde janeiro de 2017 e, embora ainda não tenha balançado as redes, assumiu a titularidade.
"Eu estou encarando essa oportunidade somente com um foco: levar o Criciúma para o lugar de onde nunca deveria ter saído, que é a Série A. O time todo está junto nesse propósito e, juntos, vamos chegar lá. Estou extremamente focado aqui no Criciúma", garantiu Rangel, que ainda tem os direitos ligados ao Cagliari e está emprestado pelo Cruzeiro.
Dos tempos de Flamengo, o meia-atacante tem boas lembranças dos confrontos com o Fluminense, como o desta quinta-feira, às 19h15, no Heriberto Hulse. "É um time que eu gosto de jogar desde a base. Quando nos enfrentávamos, eram jogos bastante equilibrados. Eu conseguia sempre sobressair, marcar gols e jogar bem."
Ainda voltando no tempo, Rangel também relembrou a saída do Flamengo. "Muitos acham que eu saí pelas portas dos fundos e que eu também pedi muito dinheiro no salário. Não foi bem assim. A verdade é que, na época, o Flamengo não queria um projeto de carreira para mim. Passou, hoje estou feliz e realizado. Não tenho nenhuma mágoa com o Flamengo. Pelo contrário: só tenho a agradecer pelos profissionais de lá que só ajudaram no meu crescimento."
É do passado também que Rangel busca inspiração para mostrar que toda a badalação no passado - com apenas 17 anos, por exemplo, ele foi escalado pela Adidas, sua patrocinadora pessoal, para ser modelo do lançamento da camisa do Flamengo ao lado dos profissionais - não foi por acaso. Nesse caso, porém, ele volta um pouco mais no tempo, à época em que ainda vivia no Complexo do Alemão.
"Sempre que quando dá aqui, tenho folga, vou lá visitar meus amigos. Quando está próximo da Páscoa, procuro ajudar, distribuindo caixas de bombons, brinquedo para as crianças. Procuro nunca esquecer das minhas raízes", assegurou o jovem, que, com o confronto de ida e volta na Copa do Brasil, já tem data marcada para voltar a jogar no Rio - quem sabe, para reencontrar seu bom futebol.


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Retirado de: ESPN

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