Zé Ricardo elogia setor ofensivo, mas alerta sistema defensivo: "Buscamos equilíbrio"


Os 3 a 0 do Flamengo sobre o Macaé nesta quarta-feira, em Volta Redonda, naturalmente deixaram Zé Ricardo bastante satisfeito. O técnico rubro-negro, porém, afirma que, mesmo após os dois primeiros primeiros resultados positivos, ainda busca tornar seu time mais equilibrado.
- A gente tem no DNA do Flamengo a obrigação de ser uma equipe ofensiva. Espero que a gente consiga ter uma equipe cada vez mais equilibrada. Não só ofensiva, mas defensiva também, sendo mais eficiente. Tendo equilíbrio, que é o mais importante, a gente consegue fazer bons jogos. Sabíamos que a equipe do Macaé tem jogadores rápidos, tínhamos que ter muito cuidado com eles. Entendemos que se controlássemos a bola no ataque, controlaríamos mais o jogo. Nesse ponto, a gente evoluiu. 

Elogios mútuos
Fico feliz de saber do Alex, que é um dos jogadores líderes da equipe. Acho que não é comprar minha ideia, é comprar a nossa ideia. O ambiente de trabalho é muito bom e acho que isso é favorecido com a compreensão deles de como queremos fazer a equipe jogar. Acho que demos passo à frente em relação ao jogo passado, mas mesmo assim precisamos acertar bastante coisa para a temporada.
Volta de Everton
Ele é um jogador muito participativo, taticamente cumpre bastante o que a gente pede. A gente tem muita confiança nele, a equipe tem muita confiança nele. O lance da expulsão não posso comentar muito, ainda não vi o lance com mais detalhes. Ele fez aquilo que a gente pediu, cumpriu bem, teve oportunidade no segundo tempo de duas vezes finalizar, e o placar poderia ter sido mais elástico. Mas fico satisfeito com a boa participação dele. Espero que ele mantenha e até eleve esse nível, porque vai ser extremamente importante nessa temporada.
Cartão de Guerrero Guerrero realmente recebia cartões ano passado, mas fazia bastante tempo que não levava cartão, assim, com ato que não fosse de falta. Conversei com ele no intervalo para que tomasse cuidado para não levar outro cartão. Ele é um jogador muito vibrante, que vive muito a partida, como trabalha muito no contato físico com os zagueiros, acaba uma hora ou outra elevando um pouco mais o tom de voz com o árbitro. Mas ele se controlou de forma positiva. A gente fez a substituição dele no fim, mas foi mais para que o Leandro Damião pudesse fazer pressão maior na saída de bola. E também para que não tivesse nenhum risco de levar o amarelo.
Mancuello e DiegoOs dois no intervalo deram depoimento ao departamento médico e disseram que estavam sentindo a perna pesada. O Mancuello, por estar em adaptação na função, sente mais a parte física, porque é muito mais exigido. Não só na parte técnica e tática, mas na parte física é diferente. Normal que sinta um pouco mais de incômodo muscular. Quando a gente perdeu um jogador, a gente não via necessidade de expor Diego, com 35 minutos de jogo, apesar do jogo controlado. Ele não precisaria correr atrás de um lateral, marcar mais ali, ainda mais numa temporada em que vamos exigir demais de todos. Temos que pensar em todos aspectos. A gente entende a reação da torcida, que quer ver os ídolos em campo, mas temos que pensar com a razão, não só com o coração.

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Retirado de: Globo Esporte

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