Conhecida por ser a maior vitrine de jogadores, a Copa São Paulo não tem o mesmo efeito para os treinadores. O futuro dos comandantes campeões costuma ser ingrato, muitas vezes no ostracismo e outras vezes até sem emprego. A dificuldade aumenta com aqueles que tentam migrar das categorias de base para o profissional.
Levantamento feito pela reportagem do ESPN.com.br dos torneios disputados entre 2003 e 2016 mostra que dos 12 técnicos campeões (foram 14 edições jogadas) cinco estão desempregados do futebol, quatro continuam trabalhando na base e apenas três estão em equipes profissionais, sendo dois na elite do futebol brasileiro.
Os desempregados são Pepinho Macia, vencedor com o Santos em 2014 e em 2013 (quando era auxiliar de Claudinei Oliveira), Narciso, campeão em 2012 pelo Corinthians, Paulo Henrique Filho, ganhador pelo Flamengo em 2011, Candinho Farias, que levou o América-SP à inédita conquista em 2006, e Geime Rotta, do Santo André em 2003.
Paulo Henrique Filho tem trabalhado na Secretaria de Esportes do Rio. Deixou o Flamengo em 2013 e chegou a treinar o Macaé e o Serra Macaense depois.
Já Narciso passou pela base do Palmeiras, treinou os profissionais de Penapolense, ABC e XV de Piracicaba, mas está desempregado desde março do ano passado.
Pepinho foi mandando embora da base do Santos em outubro de 2015. Manteve o vínculo com o clube até o ano passado, quando se desligou oficialmente.
EMPREGADOS
No futebol profissional, estão Claudinei Oliveira, técnico do Avaí e recém promovido à elite do Brasileiro, Zé Ricardo, vencedor da Copinha em 2016 com o Flamengo e promovido ao time profissional rubro-negro no mesmo ano, e Enderson Moreira, que está no América-MG e foi campeão do torneio sub-20 com o Cruzeiro em 2007.
Os que estão trabalhando na base são Osmar Loss (Corinthians), Sergio Baresi (Shandong Luneng), Adaílton Ladeira (Desportivo Brasil) e Rogério Micale (seleção brasileira, tendo conquistado no último ano a inédita medalha de ouro olímpica).
Ladeira, que foi tricampeão com o Corinthians em 2004, 2005 e 2009 e é o mais velho entre os últimos campeões, chegou a treinar times profissionais depois, casos de XV de Jaú, Palmeiras B e Guaratinguetá, mas acabou voltando para base.
Baresi teve oportunidade profissional no São Paulo e Paulista, mas não se firmou. Foi para a China com o clube do Morumbi para um trabalho de base com Shandong Luneng. Acabou migrando para a base da equipe chinesa no último ano.
Já Osmar Loss, que chegou a ser vice-campeão em 2016 pelo Corinthians, teve uma curta experência no profissional do Internacional, mas como interino em 2012.
"A Copinha não é uma competição tão boa para os treinadores. Ela gera uma cobrança, mas ela não tem tanta exposição para o treinador como tem para os jogadores. Eu estou desempregado, mas vou citar um exemplo: o treinador da seleção brasileira sub-23 foi campeão da Copinha em 2008. É muito compentente, muito bom profissional e já se mostrou ótimo profissional. Mas está na base", disse Pepinho para a reportagem.
OS TÉCNICOS CAMPEÕES
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Retirado de: ESPN


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