Apesar de terem à disposição arenas “padrão Fifa”, que foram construídas ou reformadas para a Copa do Mundo de 2014, cinco clubes que disputarão as séries A e B do Campeonato Brasileiro em 2017, em quatro capitais do País, têm optado por mandar seus jogos em estádios menores e de estrutura mais simples. Para justificar a escolha, dirigentes elencam fatores como o custo mais elevado para se jogar nas arenas da Copa ou a identificação da torcida com outros estádios.
É o caso do ABC, de Natal. Recém-promovido para a Série B, o time manda seus jogos no Frasqueirão, pertencente ao próprio clube, em detrimento da Arena das Dunas, usada pelo principal rival do time, o América-RN. A diferença entre os estádios é notória, a começar pela capacidade: aproximadamente 18 mil no Frasqueirão, contra 31 mil na Arena.
Rodrigo Salustino, vice-presidente executivo do ABC, minimiza a diferença na infraestrutura. “Temos todo o conforto necessário, apesar de não ter a sofisticação de uma arena moderna”, diz. Os baixos públicos que o time leva para o estádio também pesam na decisão, porque fazem com que não compense o aluguel de um espaço maior, segundo o dirigente. Na semifinal da Série C de 2016, último jogo oficial do ABC em casa no ano passado, foram 7.335 pagantes no Frasqueirão, segundo a CBF.
“Questão histórica”
Em Recife, ao contrário do que faz o Náutico, o Santa Cruz e o Sport preferem mandar suas partidas fora da Arena Pernambuco. Atuam, respectivamente, no estádio do Arruda e na Ilha do Retiro. De acordo com Constantino Júnior, diretor de futebol do Santa Cruz, apesar de a diferença na infraestrutura pesar, já que o Arruda é 41 anos mais velho que a Arena Pernambuco, a identificação do clube com o local pesa mais. “É uma questão histórica mesmo, o costume do torcedor com o nosso estádio”.
Por meio de sua assessoria de imprensa, o Sport informou que a opção se deve a uma questão financeira e também pela relação do torcedor com a Ilha do Retiro.
Já a Arena Fonte Nova, em Salvador, está acostumada a receber o Bahia, mas não seu principal rival, o Vitória. O time rubro-negro baiano costuma mandar suas partidas no Barradão. Segundo dirigentes, o clube tem maior potencial de retorno financeiro e técnico no seu estádio. O Vitória não descarta, porém, organizar jogos pontuais na Fonte Nova. O clube diz manter boa relação com os administradores do estádio da Copa de 2014.
E o Maracanã
Em novembro do ano passado, o Flamengo fechou um acordo para mandar seus jogos no estádio Luso Brasileiro, na Ilha do Governador, zona norte do Rio de Janeiro. O espaço pertence à Portuguesa-RJ e foi usado pelo Botafogo em 2016. Fred Luz, diretor geral do time rubro-negro, no entanto, diz que a preferência do time é pelo Maracanã. O acordo com a Portuguesa carioca se deu como uma precaução. “Não sabemos o que vai acontecer com o Maracanã”, diz o dirigente flamenguista.
O palco da final da Copa de 2014 vive momento de indefinição. A Odebrecht, principal acionista da concessionária que administra o estádio, tenta vender sua parte no negócio e cogita devolver a arena para o Estado, que vive grave crise financeira. Caso isso aconteça, o governo deve fazer nova licitação.
De acordo com Luz, mesmo que o Flamengo acabe por conseguir usar o Maracanã, seria possível conciliar os uso dos dois estádios. “O Maracanã é inadequado para jogos com menos de 20 mil pessoas”, afirma. Nesses casos, o clube mandaria os jogos no Luso Brasileiro, que será reformado.
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Retirado de: Comercio Do Jahu

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