Na Zona Norte do Rio de Janeiro, mais precisamente no morro da Mangueira, reside uma história que reúne futebol e samba, sonho e realidade, desilusão e realização. O jovem Hudson de Oliveira Brito, de 23 anos, uma espécie de sósia do astro Ronaldinho Gaúcho, hoje é diretor de bateria da Estação Primeira de Mangueira, mas um dia correu atrás do sonho comum ao de muitos garotos: ser jogador de futebol.
Hudson passou pela base de Macaé, Nova Iguaçu, São Cristóvão, Tigres e Serra Macaense, até chegar no Flamengo, onde dividiu o CT com atletas como Negueba, Diego Maurício, Adryan, e até mesmo com Zé Ricardo, hoje comandante da equipe principal do Rubro-Negro. Depois de algumas decepções, seguiu os passos do avô, Mestre Taranta, numa das mais tradicionais agremiações de samba do Rio.
- O Flamengo já tinha um time formado e a gente treinava, treinava, treinava... o professor Zé Ricardo falava para a gente não desistir, mas as coisas não dependem de uma só pessoa - explica Hudson, que elogiou Zé Ricardo e fez questão de exaltar o desafio que é estar à frente de uma categoria de formação.
- Sobre o trabalho do Zé Ricardo eu acho totalmente diferente treinar a base e o profissional. Nossa relação com ele era muito boa, mas não dependia apenas dele e eu tenho convicção que treinar a base é muito mais complicado que os profissionais.
Hudson deu seus primeiros passos no futebol num projeto da comunidade do Largo do Campinho, onde morava. Passou ainda por clubes de menor investimento do Rio, alternando testes e oportunidades mais consistentes. O período no Nova Iguaçu foi destacado pelo R10 cover, em virtude da estrutura encontrada na Baixada Fluminense.
- Entre os clubes que eu treinei e os que apenas passei para fazer testes, o que tinha a melhor estrutura, com um Centro de Treinamento realmente legal, é o Nova Iguaçu - lembra Hudson.
Refúgio encontrado no samba
Enquanto se desanimava com o futebol, Hudson se aproximava ainda mais do carnaval. Cria do morro da Mangueira e neto de um mestre de bateria, o garoto já dedicava suas férias ao samba. Quando decidiu desistir de ser jogador, foi seu avô, o Mestre Taranta, que o lapidou para trilhar em outros palcos.
- Desfilei como mascote da bateria, acompanhava meu avô, até que dei um tempo no samba para me dedicar ao futebol. Depois de tudo que aconteceu, em 2009 foi o primeiro ano que desfilei de verdade tocando na bateria da Mangueira e em dezembro de 2010 fui convidado para ser diretor de bateria com o mestre Ailton, onde permaneço até hoje com os mestres Rodrigo Explosão e Vitor Art - conta Hudson.
Semelhança com R10: atração à parte
Além da dedicação com a bateria, outro fator chama atenção por onde Hudson passa: sua semelhança física com o craque Ronaldinho Gaúcho. Fã do R10, ele conseguiu realizar o sonho de conhecer o ídolo justamente no Palácio do Samba, onde agora apresenta seus dons com os instrumentos da Mangueira.
- Um certo dia eu estava jogando bola e me ligaram para dizer que o Ronaldinho estava na feijoada. Quando cheguei no camarote, mesmo com fotos, abraços, ele assinou minha chuteira. O mais gratificante foi quando ele olhou pra mim e disse: "Poxa, tu parece comigo mesmo, heim?!". Isso eu nunca vou esquecer - recorda com orgulho.
Hudson ainda encontraria com o ídolo em mais duas oportunidades, sempre tendo o samba como pano de fundo. Se nos gramados ele não conseguiu realizar seu velho desejo, fora das quatro linhas o jovem já pode dizer que tem uma história para contar. Se tornou diretor da bateria que outrora foi comandada por seu avô, conquistando até mesmo o título do carnaval 2016 do Rio de Janeiro.
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Retirado de: Fut Rio

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