Existem várias formas de se avaliar uma negociação. A mais comum é pela simples relação custo/beneficio do contratante com o contrato. Mas na possível vinda de Conca ao Flamengo há mais do que isso. E o lado que quero tocar aqui é o do jogador.
Conca tem 34 anos quase. Uma cirurgia, uma carreira obviamente indo pro final e uma história de muito dinheiro e raríssimas conquistas. Na verdade a única coisa que Conca conseguiu no futebol além de dinheiro foi a idolatria da torcida do Fluminense.
Nunca foi convocado, não tem a mesma relevância pro futebol que tem pro Tricolor. É um “caso Valdivia”, por exemplo. É muito bom jogador, mas vale X pro mundo, 2X pra torcida do Palmeiras. Conca é o Conca no Fluminense, e só.
Pode vir a ser no Flamengo? Pode. Dificil, até porque não tem mais aquela saúde, mas pode. E dificilmente será. A questão é simples: Você, prestes se aposentar, tendo todo dinheiro do mundo, ostentando apenas a idolatria de uma torcida ao final de sua carreira, vai abrir mão justo disso pelo capricho de aceitar uma oferta?
Vale a pena pro Conca ser Flamengo e daqui 2 anos estar aposentado e significar “nada” pra ninguém sendo hoje o ídolo de tanta gente?
Por quanto? São milhões de reais que isso custa a você? Jogador de futebol, quando para, não tem mais nada. E os que tem é porque entenderam algo além de uma conta corrente.
Talvez Conca entenda. Talvez não. Mas aos 34 anos abrir mão da ÚNICA coisa que conquistou na carreira sem ser dinheiro é de um desprendimento que me assusta e incomoda.
Mas… Pro Flamengo, muito bom se vier. Joga muito. Ou jogava, não sei. Não vejo campeonato chinês.
Pra ele, honestamente, acho o risco mais desnecessário do mundo.
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Retirado de: Rica Perrone

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