Nova Libertadores pode melhorar panorama do futebol sul-americano



Com o novo formato da Copa Libertadores, a disputa está prevista para durar de abril a novembro, de forma mais espaçada. Mas a principal mudança não está na forma como os clubes vão se preparar. Diante de tantas mudanças, um grande problema para os times sul-americanos pode ser resolvido: a debandada de craques no segundo semestre.


Geralmente, as finais da Libertadores coincidiam com a abertura de mercado da Europa, entre junho e agosto. As novas datas preveem que agora os jogos decisivos sejam em novembro, um mês antes do Mundial de Clubes. O Atlético Nacional, por exemplo, sofreu algumas baixas logo após o título e até mesmo durante a Libertadores de 2016, chegando bem diferente ao Mundial, onde foi derrotado nas semifinais pelo Kashima Antlers. Se houver um esforço conjunto de jogadores e diretoria, é possível que o mesmo plantel (ou com algumas adições) jogue do início ao fim, com pequenas alterações.

É natural que os campeões e principais candidatos sejam mais visados pelo mercado exterior. Mas às vezes a saída está dentro da própria América do Sul, como no caso de Alejandro Guerra, também craque do Atlético Nacional que assinou com o Palmeiras. Qualquer time que se propuser a chegar longe na Libertadores estará sujeito a ser assediado por europeus ou asiáticos. A questão aqui é: o que motiva mais um atleta? Os troféus ou o dinheiro no banco?

Vivemos um momento de transição no esporte em que muitos craques estão migrando para a China. O último deles, Carlos Tévez, deixou o Boca Juniors para assinar com o Shanghai Shenhua e ser o atleta mais bem pago do mundo. Na semana passada, Oscar foi para o Shanghai SIPG. Há quem banque que o próximo a tomar este caminho é Lionel Messi e a cifra salarial envolveria bilhões. Esta é a grande ameaça ao domínio europeu no mercado, como se o assédio já não fosse grande o bastante.

Enquanto a China não tiver uma liga competitiva de verdade e com projeção internacional como as grandes europeias, a ideia de atuar lá vai ser puramente econômica, não esportiva. Quem realmente quer competir fica na América do Sul ou escolhe uma equipe que dispute a Liga dos Campeões. É nisso que podemos acreditar com esta nova Libertadores. O plano não é só chegar em janeiro e sair em julho depois do torneio, é preciso se comprometer até o fim do ano. Soa até bizarro pensar que é preciso convencer um atleta a ficar para ser campeão, mas é um fenômeno dos tempos, da globalização.

A maior incidência de jogadores de alto nível na China é a forma mais fácil de alavancar a evolução o futebol de lá. E não é como se os craques parassem de jogar profissionalmente para uma espécie de “showbol chinês”. Casos como o de Renato Augusto e Paulinho, que jogam na China e estão em boa forma na Seleção provam que em questão de preparo físico e desempenho, o futebol chinês não está deixando tanto a desejar.  A grande crítica que se faz é que o país não é um grande centro do esporte, mas isso pude mudar. O custo para isso é a inflação do mercado de transferências, um perigo real.

Se em 2016 o grande time foi o Atlético Nacional, em 2017 podemos ter um River Plate ainda mais forte, um Palmeiras reforçado, um Atlético Mineiro tão forte quanto o deste ano, um Flamengo interessante e um Santos jovem. Isso sem contar os que correm por fora como o Grêmio, o San Lorenzo e o Independiente Santa Fe, sempre perigoso.

Se estes concorrentes não perderem a base do elenco que encerrou 2016, veremos o Brasil como favorito a faturar a edição de 2017 na Libertadores. E até onde se sabe, os brasileiros estão mesmo se esforçando para buscar reforços de peso.

É claro também que diante de tudo isso que foi apresentado, os sul-americanos ainda possam lidar com a venda de seus principais jogadores. O sonho do título da Libertadores é mais uma carta na mesa para as negociações já tão complicadas. O dinheiro acaba sempre sendo o fiel da balança. Que isso mude de agora em diante.

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Retirado de: Yahoo Esportes

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