Presidentes e representantes de clubes e autoridades estudam estender a prática da torcida única para além dos clássicos paulistas.
A ideia foi lançada na última quarta-feira em reunião com presidentes de Palmeiras e São Paulo, representantes de Corinthians e Santos, Federação Paulista de Futebol, autoridades policiais (PM, choque, polícia civil) e Ministério Público, presidida pelo secretário de segurança do Estado, Mágino Alves Barbosa Filho.
Assim, jogos com histórico de violência e alto risco envolvendo um time paulista e um visitante, como por exemplo, Corinthians e Vasco ou Palmeiras e Flamengo, correm o risco de ter as portas abertas apenas para a torcida do clube mandante. Não houve objeções à ideia durante o encontro.
O promotor Paulo Castilho, que participou da reunião, aponta para números para defender a eficiência do conceito de torcida única.
''De 2015 para 2016, houve aumento de público em clássicos de torcida única, de 290 mil para 360 mil pessoas'', diz Castilho. ''Houve 11% a mais de mulheres e crianças nessas partidas.''
Na média geral, na comparação entre 2015 e 2016, houve uma redução de 250 PMs por jogos, o que é creditado aos jogos de torcida única, por Castilho.
Entre outros números ligados à segurança, foram expedidos em 2016 pelo juizado de torcedores 97 mandados de prisão, além de cerca de uma centena de mandados de busca e apreensão, quebras de sigilos e escutas telefônicas no Estado relacionados a torcedores. Entre 180 e 200 t0rcedores foram denunciados e processados e mais ou menos 400 foram afastados dos estádios no ano.
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Adaptado de: Blog do Ohata

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