Kayo coloca o Flamengo como responsável por chance de ouro




Natural de Palhoça, cidade de Santa Catarina, Kayo Gonçalves é tido como uma das maiores promessas do basquetebol brasileiro dos últimos anos. O jogador, que chegou ao Flamengo em 2013 e, desde então, se destacou em todas as categorias e colecionou passagens por seleções de base, deixou o clube da Gávea no mês passado.


A saída para Midland, colégio localizado no Texas, pegou muita gente de surpresa. Foi anunciada após a conquista do terceiro lugar na Copa Minas Brasília, onde o pivô, que também joga como ala-pivô e ala, teve grandes atuações e ganhou prêmio individual. Ao Garrafão Rubro-Negro, em entrevista exclusiva, o jovem explicou como tudo aconteceu e revelou sua meta.

- Para falar a verdade, essa vinda para cá também me pegou de surpresa. O convite surgiu no começo do ano, mas nada formal, pois ainda tinha muita coisa para ser vista e faltava tempo para o início da temporada. Desde então, eu deixei o clube avisado que haveria a possibilidade de sair no meio do ano, mas o assunto ficou meio esquecido. No final de julho, recebi um e-mail falando que meu I-20 já estava no correio e que estava tudo certo para eu vir jogar em Midland. Foi uma correria, mas deu tempo. Embarquei em menos de duas semanas e agora estou em processo de adaptação. Sei que esse começo vai ser meio difícil, afinal, o americano joga com muita intensidade, força física e rapidez. Com o passar das semanas, vou me adaptando cada vez mais e, em breve, estarei pronto para jogar de igual para igual com eles. Meu principal objetivo é evoluir o máximo que puder na parte física e na parte técnica - detalhou, para depois, afirmar.

O atleta deu prosseguimento na conversa abordando a estrutura do seu novo local de trabalho/estudo e contando curiosidades das campanhas do seu colégio em temporadas anteriores.

- Já estou aqui há um mês e, até então, estou gostando muito. A estrutura é fantástica e temos um time forte. Além da parte acadêmica, que dispensa comentários. Midland College foi campeão nacional em 2007 e, nas últimas nove temporadas, foi três vezes para os jogos nacionais. Apenas dois times do país inteiro tem esse feito. É um colégio de nome no basquete e sei que vou ganhar muita experiência - declarou.

Antes de chamar a atenção dos americanos, Kayo precisou trabalhar bastante. Durante todos os anos que vestiu a camisa rubro-negra, sobrou dedicação. A chance, agarrada com unhas e dentes, e aproveitada ao máximo, rendeu. Consciente da importância do Flamengo e das amizades construídas, o garoto não titubeou e mostrou firmeza.

- Quando eu cheguei no Flamengo, tinha apenas um ano de basquete, então, posso dizer que o time teve total importância na minha formação como atleta e pessoa. Vir para o Rio foi uma decisão difícil, mas garanto que foi a melhor que eu tomei em toda minha vida. Muito do meu basquete, aprendi lá, e tive técnicos excelentes que me ajudaram demais. Foi uma grande experiência. Quanto mais me dediquei, mais melhorei. Eu sempre fui chamado para treinar com as categorias de cima por conta da minha dedicação, nunca por ser o melhor jogador. O Flamengo possui grandes profissionais, tanto dentro de quadra, como fora dela. Minha passagem foi muito boa. Desenvolvi amizades e relações ótimas com quem compartilhava meu dia a dia. Vou sentir saudades de tudo e quero manter o contato com meus amigos sempre. Sem o clube, talvez, eu não teria as oportunidades que estou tendo agora. Minha gratidão é eterna - enalteceu.


No encerramento do papo, o brasileiro citou todos os treinadores que fizeram parte da sua trajetória no Fla, agradeceu e revelou que tem o desejo de retornar no futuro.

- Só tenho coisas excelentes e positivas para levar. Tive grandes pessoas no meu caminho e espero trabalhar com elas novamente. Comecei no Fla com o Ígor Meletti, fiquei dois anos treinando com ele e evoluí muito, aprendi bastante. Depois, fui treinado por Fernando Pereira e Paulo Chupeta, que me deram boas oportunidades. No meio disso tudo, Neto e Rodrigo me chamaram para treinar no adulto. Com isso, ganhei rodagem e experiência. Por fim, nesse último meio ano, fui comandado pelo Beegu. Não posso esquecer de falar da importância do Rafael Bernardelli e do André Guimarães, que são caras extraordinários. Tudo isso vai ficar na minha memória, não tem como esquecer. É difícil saber quais são minhas melhores lembranças e, se eu começar a falar, vou acabar sendo injusto. Não vou deixar de acompanhar o Flamengo daqui dos Estados Unidos. Vou ficar ligado nos jogos agora como torcedor. Desejo retornar um dia e jogar pelo clube de novo para reviver a melhor época da minha vida - concluiu.

Retirado de: Garrafão Rubro Negro

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