Uma das lendas do esporte rubro-negro, Togo Renan Soares (1906-1992), o Kanela, dá hoje nome à quadra poliesportiva da sede social do Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea. Nada mais justo, já que também podemos categorizar o paraibano de João Pessoa como um poliesportista: foi técnico de remo, polo aquático e futebol - tendo descoberto um dos zagueiros mais completos da história do esporte bretão, o craque Domingos da Guia, que até conhecê-lo jogava como meia - antes de se consagrar como treinador de basquete do Flamengo e da Seleção Brasileira.
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Tio do jornalista Jô Soares, ganhou o apelido ainda criança por suas canelas finas. Na lateral da quadra, adotou a alcunha - com "K" - e ficou famoso antes do sobrinho com pioneirismo e vocação. Kanela comandou o FlaBasquete de 1948 a 1970, conquistando 12 edições do Campeonato Carioca, dez delas de forma consecutiva, de 1951 a 1960. Em 1954, assumiu a Seleção Brasileira e conduziu seus comandados às maiores conquistas do país na modalidade até hoje: dois títulos mundiais, em 1959 e 1963, sem contas os dois vice-campeonatos em 1954 e 1970, e uma medalha de bronze nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1960.
Conhecido pelo temperamento explosivo e por ser um grande estudioso da bola laranja, Kanela introduziu no basquete brasileiro o arremesso da 'zona morta', no pequeno espaço lateral da quadra, quase na junção da linha lateral com a linha de fundo, o 'jump', arremesso após salto, e a marcação por pressão. Em 2007, 15 anos depois de sua morte, foi o primeiro treinador brasileiro incluído no Hall da Fama do Basquete Mundial.
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Retirado de: Site Oficial do Flamengo

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