Na última segunda-feira, o STJD aceitou o pedido do Fluminense e abriu processo de julgamento do clássico contra o Flamengo. O Fluminense alega que o árbitro Sandro Meira Ricci sofreu interferência externa antes da anulação do gol do zagueiro Henrique. Com a ação do Flu no STJD, o tribunal intimou a CBF a não homologar o jogo e, assim, a vitória do Flamengo por 2 a 1 fica suspensa até a decisão do julgamento.
“O Fluminense está correto e tem que seguir a linha da legalidade. O Fluminense seguiu a regra e cumpriu. Não tem ônus para a imagem do Fluminense. O ônus é a seriedade do Fluminense, não se curvar à agressividade das redes sociais”, disse o presidente Peter Siemsen em entrevista àFox Sports,defendendo a ação na justiça.”Uma catástrofe iria acontecer a qualquer momento, e infelizmente aconteceu no nosso jogo”.
Questionado sobre qual seria a sua reação se a situação fosse contrária, com o Flamengo pedindo a anulação da partida se tivesse se sentindo prejudicado diante de uma suposta interferência externa, Peter Siemsen discursou.
“No calor do jogo, posso reagir mal, mas depois do calor do jogo sou bastante pragmático em relação a essas coisas. Não faço apologia de ataque a clube rival. Eu sou bastante razoável nesse aspecto. Em uma situação como essa, eu teria uma tranquilidade muito grande para lidar com a situação, sem uma reação intempestiva. Eu veria que foi um erro grave, que não teria sido causado nem pelo Flamengo e nem pelo Fluminense, e que trouxe um grande prejuízo ao jogo”, afirmou o mandatário do Fluminense, defendendo a liberação do uso da tecnologia no futebol.
“Venho brigando por isso há mais de dois anos. E eu gostaria também que o árbitro concedesse entrevistas após os jogos, para esclarecer a interpretação dele. Seria a forma correta. Defendo que o árbitro também venha prestar contas. Se o árbitro (Sandro Meira Ricci) fosse afastado em definitivo seria a melhor das penas. Ele fez algo inaceitável para um árbitro Fifa. Com essa pena, daríamos um salto enorme”, continuou Siemsen.
Fonte: ESPN

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