Juíza decreta prisão preventiva de 30 corintianos no Rio



Os 30 torcedores corintianos detidos durante a briga no Maracanã continuarão presos depois que a juíza Marcela Caran decretou a prisão preventiva em audiência nesta terça-feira. 


Depois de dormirem na prisão, mais precisamente na Cadeia Pública José Frederico Marques, em Bangu, os 30 corintianos chegaram ao Tribunal de Justiça por volta das 8h40 (de Brasília) e passaram por perícia. Na sequência, eles foram entrevistados por defensores públicos.

A audiência teve início às 11h15 (de Brasília). A juíza Marcela Caran fez uma série de questionamentos que permitiram traçar um perfil dos torcedores. Os salários variavam de R$ 1000 a R$ 2500 e a maioria cursou até o ensino médio.

O clima tenso na audiência só foi quebrado quando a juíza questionou um torcedor sobre o apelido, que era "Ce tá loko". Marcela Caran perguntou se o apelido era o mesmo de "você está maluco", o que gerou risos entre os demais.

Em defesa, 17 dos torcedores alegaram que foram agredidos por policiais. Um deles, Vitor Hugo Souza de mostrou as marcas das agressões após um pedido do advogado de defesa para tirar a camisa.

Entre os 30 torcedores, um deles já havia sido preso por tráfico de drogas. Chama-se Jamaury Mauri Ribeiro. O 31º detido era menor e foi encaminhado para a delegacia de menores e adolescentes.

Presos em flagrante após o jogo do Maracanã no último domingo, os integrantes do grupo foram enquadrados por crimes de lesão corporal - confirmada por um laudo positivado nos PMs -, dano qualificado, provocar tumulto em locais de jogos, resistência qualificada e associação criminosa.

A delegada responsável pelo caso, Jessica de Almeida, informou que parte dos detidos já tinha passagens pela polícia por confusões em estádios e até envolvimento com drogas. Após a prisão em flagrante, a Polícia Civil pediu a prisão preventiva dos torcedores envolvidos na briga.

Fonte: UOL

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