Jogo dos 7 erros: o que o Fla não pode repetir nas ’10 finais’ restantes



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A campanha do Flamengo, vice-líder do Brasileirão 2016 com 54 pontos, é muito boa, mas, diante de um Palmeiras que pouco vacila, erros podem ser imperdoáveis nesta reta final. Para que o “cheirinho de hepta” vire realidade, é preciso corrigir certas deficiências e tirar lições de equívocos cometidos nestas 28 rodadas. O GloboEsporte.com separou sete erros capitais para o elenco rubro-negro refletir. Confira:
1) Preciosismo
Rafael Vaz garante já ter enterrado tal lance, tanto que se reergueu e é um dos destaques defensivos do Flamengo no Brasileiro, mas é difícil esquecer do recuo para Alex Muralha no Fla-Flu de Natal, no qual o Tricolor venceu por 2 a 1 O jogo estava empatado, e o Rubro-Negro fora superior durante a maior parte do duelo, exceção ao início da etapa final. Com o campo molhado, aos 30 minutos do segundo tempo, Vaz recuou fraquinho, e Richarlison aproveitou para decidir a parada a favor do arquirrival.
2) Desatenção
Talvez o jogo mais “ganho” do campeonato não terminou em vitória por desatenção total do Flamengo. No clássico contra o Botafogo, em 16 de julho, o Rubro-Negro, na condição de visitante, abriu 3 a 1 no início segundo tempo sem dificuldade. Tocava a bola com tranquilidade, mas de repente dispersou e permitiu que, a partir dos 34 minutos, Neílton e Salgueiro igualassem o jogo. Zé Ricardo colocou os volantes Canteros e Cuéllar nos lugares de Marcelo Cirino e Everton, respectivamente, e consequentemente recuou a equipe. É importante destacar, porém, que Cirino saiu quando o duelo estava em 2 a 1. No fim, Zé deixou claro o erro ao colocar Fernandinho em campo para tentar vencer. A essa altura, o Fla já havia perdido o meio.
3) Aquele pênalti…
Em um dos grandes jogos do Flamengo e especialmente de Alan Patrick, o meia teve a oportunidade de sair como herói no empate por 2 a 2 contra o São Paulo. Nos acréscimos, Emerson Sheik sofreu pênalti, e Alan, aos 48 minutos do segundo tempo, bateu para fora.
4) Expulsão de Márcio Araújo
Márcio Araújo é homem de combate, mas não tem o hábito de cometer faltas. Do Brasileiro, é apenas o 86º que mais parou o jogo com infrações, média de 1,12 por partida. Contra o Palmeiras, porém, em outra das melhores apresentações rubro-negras na competição, entrou excessivamente nervoso. Recebeu cartão amarelo rapidamente por parar contra-ataque, logo depois fez falta que poderia resultar em expulsão perto da área, mas o árbitro aliviou. A tensão era evidente e logo veio a entrada que o desclassificou do duelo, aos 40 minutos.
Com a expulsão, Zé Ricardo teve de sacrificar um jogador e escolheu o melhor deles: Diego. Deu certo, pois o time quase venceu e sustentou bem com jogadores velozes. Mas, após a partida, Zé reconheceu que deveria ter tirado Márcio.
5) Fazer saldo é preciso
O Flamengo está a apenas três pontos do Palmeiras, e uma vitória aliada a uma derrota do rival deixa os dois empatados na liderança. A diferença é o saldo alviverde: 12 a mais do que o rubro-negro. A defesa do Fla é exemplo, a melhor do campeonato. O ataque, entretanto, sofre para marcar. São 37 gols em 28 jogos (média de 1,32 por partida). O goleador do time é Guerrero, com apenas cinco gols. Na tabela de artilheiros, há inúmeros meias em sua frente.
Não goleou nenhum adversário, e, diante do Figueirense (2×0), no último dia 18, teve sua maior oportunidade. Perdeu pênalti com Leandro Damião, incontáveis oportunidades, sendo três delas claríssimas: uma com o próprio Damião e outras duas com Felipe Vizeu.
6) Em cima não, Damião
O Flamengo jogou muito mal no empate por 0 a 0 com o São Paulo, sábado passado, e pouco criou. Na melhor chance rubro-negra no duelo, o camisa 18 recebeu cruzamento perfeito de Rodinei e, sozinho, subiu para testar a bola. O problema é que fechou o olho e mandou em cima de Denis. O resultado permitiu ao Palmeiras se desgarrar, e na sequência da jogada o centroavante levou um amarelo na disputa com o goleiro são-paulino. É o tipo de jogo que o importante são os três pontos, independentemente de ir bem, mas Damião vacilou.
7) Indefinição e poucos gols nas bolas paradas
O Flamengo tem três especialistas em cobranças de falta: Diego, Alan Patrick e Mancuello. Mas o time não soma um gol nesse fundamento dentro do Brasileirão. É bom destacar que Alan e Mancu são reservas, e Diego, estrela da companhia, já deixou Rafael Vaz arriscar duas vezes. É preciso definir um batedor e insistir constantemente para que um clube que recentemente teve em Petkovic, Ronaldinho, Thiago Neves e Renato Abreu como armas volte a marcar no quesito.
Nas faltas cobradas para a área, também há um rodízio grande. Diego bate uma, Everton outra, Gabriel, Mancuello e por aí vai. Com zagueiros-artilheiros como Réver e Rafael Vaz, o Fla pouco sobressaiu nesse tipo de jogada. O primeiro marcou em sua estreia contra o Cruzeiro, mas depois as oportunidades escassearam.
Fonte: Globo Esporte

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