A ligação com o Flamengo é antiga, vem de muito tempo. Carlos Alexandre Rodrigues do Nascimento, ou simplesmente, Olivinha, renovou o contrato e jogará mais uma temporada no time da Gávea. Desde seu retorno, em 2012, essa será a quinta. O casamento deu certo e tem o aval da "mãe" do Fla: sua exigente torcida, que elevou o jogador ao patamar de "Deus da Raça" do basquete.
A alegria pela permanência é contagiante. Ciente do seu papel em quadra, o ala-pivô, que foi um dos destaques do time no NBB 8, comemorou a renovação e afirmou que quer encerrar a carreira no clube.
- Sim, renovei meu contrato e foi uma negociação rápida. Todos sabiam que eu não tinha vontade de sair do clube. Vou para minha quinta temporada seguida e décima segunda no total, então, conheço todo mundo. O Flamengo é minha segunda casa e está vivendo, nos últimos anos, a melhor fase de sua história no basquete. Fico muito feliz por estar fazendo parte disso tudo. Quanto mais tempo eu puder ficar aqui, melhor. É o clube que eu amo, estou há mais de um terço da minha vida foi aqui dentro e não me vejo vestindo outra camisa. Se eu tiver a oportunidade de ficar no Flamengo até o fim da minha carreira, ficarei - decretou.
Tetracampeão consecutivo, o atleta mostrou muita tranquilidade ao ser questionado sobre os próximos obstáculos e elogiou as novas contratações.
- Nós seremos o time a ser batido. Estamos dominando o NBB há quatro anos e, agora, mais do que nunca, as equipes vão querer nos vencer de qualquer jeito. Nós temos que trabalhar e fazer nosso melhor para defendermos o título. Novamente ocorreu uma reformulação na equipe e chegaram jogadores que têm muita qualidade. Estou muito animado para o início da próxima temporada. Os reforços que vieram vão nos ajudar bem, são jogadores de nível de seleção brasileira e espero que possam fazer um bom ano aqui - ressaltou, em tom de elogio.
Destaque da Seleção Brasileira no Sul-Americano da Venezuela, Olivinha falou que vestir a camisa amarelinha é sempre um prazer. Apesar do vice-campeonato no torneio, destacou a experiência.
- Para mim, é sempre uma honra e um orgulho grande disputar qualquer competição pela seleção. Esse ano eu tive a oportunidade de jogar o Sul-Americano e foi uma experiência muito boa. Pude realizar bons jogos lá e ajudei a equipe a chegar na melhor posição possível. Infelizmente, não conseguimos o título, que era nosso objetivo, mas acredito que tivemos uma boa participação na Venezuela - se orgulhou.
O legado de Tim Duncan para o basquete mundial também foi um assunto comentado. Timmy se aposentou recentemente e teve importância na carreira do camisa 16, principalmente, pela função em quadra.
- Tim Duncan foi um monstro. Na minha opinião, foi o ala-pivô mais eficiente que eu vi jogar. Sempre fez o simples, o feijão com arroz mesmo, e teve uma carreira gloriosa. Uma coisa que eu tiro do jogo dele é procurar essa eficiência sempre que estou em quadra, ou seja, ajudar a equipe de alguma forma: pegando rebotes, fazendo bloqueio para o arremessador chutar uma bola livre ou defendendo. Tudo que ele fazia para ajudar o time dele, eu tento fazer para ajudar o Flamengo - comentou.
A volta de Botafogo e Vasco ao Estadual trouxe várias lembranças do passado. O jogador definiu o retorno como positivo e citou o jogo do recorde de Oscar, diante do Fluminense, com o Maracanãzinho lotado.
- A volta das equipes de 'camisa' para o Estadual dá um charme maior para o campeonato, e visibilidade também. Aquela rivalidade entre as torcidas é boa. Já imagino o Maracanãzinho lotado com um Flamengo x Botafogo, ou Flamengo x Vasco, e fico ansioso. Só quem ganha com isso é o basquete carioca. Eu lembro de um Fla x Flu que o Oscar bateu o recorde mundial de pontos e eu estava naquela partida. A torcida deu um show e no final, além do recorde, ainda saímos com a vitória. Eu tenho uma placa de recordação desse jogo até hoje na minha casa - relembrou.
Fonte: Garrafão Rubro-Negro

Comente com o Facebook: