Mingau descreve passagem pelo Flamengo como marcante



No mesmo dia em que confirmou a renovação de Ronald Ramon, o Flamengo anunciou a saída de Mingau. O ala-pivô, bicampeão do NBB, estourou a idade Sub-22 e, por isso, não seguirá no elenco. Sempre solícito, o jogador nos concedeu uma entrevista via telefone e abordou diversos assuntos, entre eles, a boa fase no Estadual do ano passado e a ótima relação com o clube. Confira o papo completo na íntegra a seguir.

Momentos marcantes com a camisa rubro-negra

"No primeiro treino, quando tive contato com os jogadores que sempre foram meus ídolos, eu já sabia que minha passagem seria marcante. Vivi momentos bons e ruins. O mais complicado foi a perda da Liga das Américas no Rio de Janeiro, em 2015. Foi muito pesado para nós, era um sonho conquistar o bicampeonato com o apoio da torcida. Por tudo que aconteceu, pela mudança de um ano para o outro, pela desconfiança e por toda pressão dentro e fora de quadra, o melhor momento foi esse último NBB. Ter conquistado esse título dentro de casa foi muito bom para mim e vai ficar marcado para o resto da minha vida. Como falei em outras entrevistas, eu queria dedicar o título para a minha avó. Minha mãe, minha namorada e meus amigos estavam no ginásio, então, é difícil expressar o sentimento."

Melhor fase no Estadual de 2015

"No Estadual, o Olivinha se machucou e o Rafael Mineiro ainda não tinha chegado. Com isso, fiz dois amistosos contra o Brasília e disputei algumas partidas como titular. Todo mundo me passou muita tranquilidade. Antes de começar o adulto, eu estava treinando muito forte com a equipe sub-22, já estava num ritmo bem legal. Para mim, foi muito bom. Mostrei que tinha capacidade de estar no grupo e melhorei minha parte psicológica. Comecei a me sentir mais solto com meus companheiros dentro e fora de quadra. Receber elogios dos jogadores e do José Neto, que é assistente da Seleção e muito respeitado no basquete, foi algo bem legal. Em nenhum momento deixei subir à cabeça, pois sabia meu lugar dentro do time. Continuei treinando e dando força. Mesmo não entrando nos jogos e ficando no banco, sei o meu valor. Infelizmente, hoje não faço mais parte dos planos do clube. Mas eu entendo o clube, sei como é a situação. Espero retornar um dia ao Flamengo."

Importância da LDB na carreira do jogador jovem

"A LDB foi uma criação muito boa da Liga. Há uns anos, você estourava no juvenil, o sub-19, e só tinha duas opções: virar jogador ou não. Agora, com o sub-22, você tem mais três anos de experiência para poder jogar e expor dentro de quadra o que é feito nos treinamentos. É o momento de pôr em prática e demonstrar seu valor. Temos alguns exemplos que estão na NBA, como Caboclo, Cristiano Felicio e Raulzinho. Aqui, no NBB, temos outros jogadores que estão fazendo sucesso, como Gegê, Gui Deodato, Léo Meindl e Ricardo Fischer. Esse campeonato não pode acabar, ele ajuda muito. Lógico que tem muita a coisa a melhorar, não é só colocar os moleques e pronto, seja o que Deus quiser. Algumas coisas precisam mudar, mas o caminho é esse. Acho que foi de suma importância para muitos jogadores e enxergo talentos pelo caminho."

Relação com o Flamengo

"Eu tenho relação com todos os funcionários do clube. Com todos os jogadores, essa relação é excelente. Eu tinha prazer de sair todo dia de Niterói, pegar um ônibus e ir treinar. Nunca foi um peso para mim. Agora, acho que virei um torcedor do basquete do Flamengo, independente de qualquer coisa. Vou continuar torcendo por eles sempre. Sei que trabalham duro e passam por muitas provações. Existe um carinho muito grande. Espero que eles continuem tendo sucesso."

Próximos passos

"Em relação ao futuro, posso dizer que vou continuar jogando. Estou conversando com alguns times, mas não tem nada certo ainda. Se Deus quiser, vou reencontrar o Flamengo nas quadras do NBB ou, quem sabe, também, no Campeonato Estadual."

Fonte: Garrafão Rubro-Negro

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