Aos 38 anos, Renato Abreu inaugura no próximo dia 22 uma pizzaria na Barra da Tijuca, a Elleven, mas ainda não digeriu a aposentadoria no futebol. Campeão da Copa do Brasil em 2006, e bicampeão carioca em 2007 e 2011, pelo Flamengo, ele ainda sonha vestir o manto. E torce por um convite.
- Não sei dizer se tem vaga para mim (no time), mas eu gostaria muito de jogar no Flamengo. Seria maravilhoso. Não tenho o mesmo vigor físico do pessoal de 25 anos. Porém, bem treinado, com estrutura boa e alimentação boa... A qualidade e a técnica continuam em mim. Seria bom. Quem sabe? É um sonho. Será? - revelou Renato, em entrevista ao vivo transmitida na página de Facebook do Jornal Extra.
O ídolo recente da história rubro-negra deixou o clube em 2013. Dispensado pelo clube, buscou seus direitos na Justiça e teve uma rápida passagem pelo Santos no mesmo ano. E nunca mais calçou as chuteiras. Mas mantém o peso e tem os cuidados comuns a um atleta.
- São três anos parado. Jogava com 85 quilos. Estou com quase 88 quilos. A leitura do futebol está toda na minha mente. Conheço os espaços em campo e sei conviver com a pressão. Sei que é difícil, mas se fosse convidado, aceitaria numa boa - disse. - Se o Flamengo me desse essa oportunidade... Se você joga com carinho... O importante é estar jogando com amor. Isso em mim nunca faltou. É um lugar em que sempre me senti bem. Sempre disse: vou trabalhar onde me sinto bem. E no Flamengo sempre me senti à vontade desde que cheguei.
Renato revelou ter sido sondado pelo Vasco pouco depois de ter deixado o Flamengo. Àquela época, não se sentiu à vontade. Falou mais alto sua ligação pelo ex-clube. Hoje, porém, ele já conseguiria se imaginar com outra camisa.
- Houve uma sondagem. Não partiu diretamente do Eurico (Miranda), mas de algum membro da direção. Foi logo após... Umas três semanas depois de eu ter saído do Flamengo. Não vestiria naquela época. Agora, sim. Se hoje pintasse uma oportunidade, sem dúvida seria pensado. Hoje eu te digo que talvez jogaria no Vasco. Depois de três anos fora do futebol, não teria problema nenhum em pensar em vestir a camisa do Vasco. Teria sido ruim vestir a camisa do Vasco na sequência após eu ter saído do Flamengo. Seria até um desrespeito.
Uma das três filhas de Renato, a caçula Renata, de 4 anos, nunca entrou com o pai no gramado. E as mais velhas cobram seu retorno ao futebol. O apelo emocional fala mais alto até do que o sonho por um alto salário.
- Salário no futebol nunca foi meu ponto chave. Desde que comecei a carreira, não houve um clube que me pagasse em dia. Não é o que vai fazer a diferença para mim. O que faz a diferença é jogar com amor. Jogador que está iniciando. Não tenho mais a aprender, mas tenho a jogar, finalizar minha carreira - destacou.
Fonte: Extra

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