Com previsão de R$ 22 milhões em três espaços na camisa, clube leva R$ 5 milhões com duas marcas temporárias e adota até permutas por investimentos estruturais
No orçamento aprovado para 2016 havia previsão de receitas totais com patrocínios para a camisa na ordem de R$ 47 milhões. A renovação com a Caixa Econômica Federal até agora é a única fonte de renda prevista garantida, com R$ 25 milhões pagos pelo banco público ao longo deste ano. Na manga, a previsão era de faturar R$ 8 milhões. Na barra, R$ 5 milhões e com as costas, o segundo espaço mais valorizado, R$ 9 milhões. Nos últimos dias, o departamento de marketing anunciou a entrada de duas novas marcas na camisa do Flamengo.
Na próxima quinta-feira, uma reunião no Conselho Deliberativo serve apenas para a aprovação da logo da Clipper, marca de isqueiros da Flamagas que vai explorar produtos oficiais do Flamengo por dois anos, e também do IFood na camisa. O aplicativo de celular estreou no uniforme na derrota para o Palmeiras, em Brasília. A outra marca vai ficar por 45 dias no uniforme do Flamengo. Para entrar em votação nos conselhos rubro-negros é preciso que os contratos tenham mínimo de R$ 2,4 milhões - no caso, entra necessariamente na pauta do Conselho de Administração - ou R$ 4 milhões - responsabilidade do Conselho Deliberativo. Neste caso, porém, de acordo com informação averiguada com a diretoria do Flamengo, os valores de cada contrato são inferiores a R$ 2,4 milhões.
Os vice-presidentes de marketing, José Sabino, e de finanças, Claudio Pracownik, preferiram não falar dos valores dos novos parceiros do Rubro-Negro, embora admitam que não correspondem ao originalmente previstos no orçamento - até pela modalidade diferente de patrocínio. No caso, de período mais curto. Por ora, o objetivo é faturar com acordos pontuais e até com permutas, como foram os casos mais recentes da Euro Colchões e da Linktel.
- (Os valores) são inferiores por conta dos prazos mais curtos. Por outro lado é uma ótima oportunidade para novos patrocinadores que, em princípio, não considerariam investir no Flamengo iniciarem uma relação com o clube. Enquanto não acertamos outra empresa para uma parceria de longo prazo, estamos dando oportunidade para outras empresas conhecerem o potencial do Flamengo em acordos mais curtos - explica José Sabino, que será também diretor geral da Primeira Liga.
A diretoria chegou a negociar parceria para receber cerca de R$ 15 milhões - o que suplantaria boa parte dos R$ 22 milhões (valores somados de manga, mais barra e costas) previstos para o ano -, mas o negócio terminou não sendo concluído. Os responsáveis pelos departamentos ainda apostam em acordos que vão compensar as dificuldades em fechar novos patrocínios fixos. Entre as possibilidades, a renovação dos atuais contratos com a Clipper e a IFood. O clube também informou que busca “outras receitas” para compensar “eventual déficit” na previsão orçamentária.
Em entrevista no início do mês passado ao GloboEsporte.com, o vice de finanças do Flamengo admitia que o orçamento já estava comprometido pela dificuldade em realizar receitas previstas com patrocinadores. Pracownik lembrava que o clube trabalha com dois valores: não depreciar o valor da camisa, mas sem ignorar a crise econômica do país. O Conselho de Administração deve ser convocado em breve para votar revisão do orçamento 2016.
Fonte: Globo Esporte

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