4-3-3, 4-4-2, 3-5-2, 6-4-0, tanto faz! Tenho visto esta discussão por quase a maioria da torcida. Não importa a tática, mas sim a quantidade de jogadores que atacam e defendem. Para quem gosta de nomes, o Flamengo hoje joga no 4-2-3-1. Quando está com a posse de bola, ataca com 6 jogadores, são eles: Arão, Rodinei ou Jorge (nunca os dois), Alan Patrick, Everton, Cirino e Vizeu. Quando não está com a posse de bola, defende com 5 jogadores no meio-campo: Everton, Alan, Cirino, Arão e Márcio Araújo, deixando somente o Vizeu na frente. Em jogos com mais tranquilidade, ficam o Alan e Vizeu na frente deixando Everton e Cirino voltarem para recompor o meio. Para quem gosta de nomes, o Flamengo defende no 4-5-1.
A questão não é a tática usada e sim a qualidade dos jogadores da frente. Everton, Cirino e Vizeu vem atuando muito abaixo do que podem produzir, não conseguem fazer uma jogada de triangulação com eficiência e muito menos parar a bola no ataque. Não vou estender críticas à ninguém mais do time porque temos de apoiar quem está em campo e eles não são se escalam. Pensando como o Zé Ricardo, qual a única razão para ele manter esses jogadores, tendo jogadores da mesma ou superior qualidade no banco, como Mancuello, Cuéllar, Ederson, Thiago Santos, etc? A única explicação plausível seria a capacidade física de Everton e Cirino em recompor e acompanhar os laterais adversários.
Vamos voltar um pouco no tempo e ver qual nome vocês dariam para as táticas dos nossos últimos times campeões. 2009: Bruno, Juan, Angelim, Álvaro (David era reserva), Léo Moura; Airton, Willians, MAlan Patrick e Arão são os jogadores que mais cresceram de produção com a chegada do Zé Ricardo. Não vou citar Muralha porque ele não jogava e a dupla de zaga chegou agora. Na cabeça do torcedor a escalação dos sonhos seria 90% assim: Muralha, Jorge, Vaz, Rever, Rodinei; Cuéllar, Arão, Alan Patrick e Mancuello; Sheik e Guerrero. Pode trocar os nomes, mas a estrutura seria essa, não é? Mas infelizmente dentro de campo teríamos que ter tempo para treinar a recomposição pois no momento iria ser uma avenida. Outro ponto importante é o tempo que o Zé está tendo para treinar, porque para alterar essa estrutura que o Muricy deixou precisa de tempo e como o Flamengo só joga fora de casa pelo menos de momento, está fora de questão.
Enfim, não importa o nome da tática e sim como funciona dentro de campo. Hoje nós temos vontade, estrutura defensiva e falta qualidade nos jogadores de frente, exceção à Alan Patrick. Com a volta de Guerrero, espero um pouco mais de qualidade na parte de conseguir o domínio de bola e esperar até o time chegar. Sheik pode acrescentar em uma parte do tempo pois acho que não tem mais físico para aguentar os 90 min e o Ederson até agora é uma incógnita no Flamengo. Thiago Santos é um jogador que o Zé poderia testar no lugar do Cirino ao invés de Gabriel ou Fernandinho. E qual seria meu time do meio pra frente? Manteria a mesma estrutura com pontas que marcam os laterais e começaria com Márcio Araújo, Arão, Alan Patrick; Mancuello, Sheik e Guerrero. No segundo tempo, Cuéllar, Everton e Thiago Santos quando acabar o gás da galera que tem que acompanhar os laterais (Sheik e Mancuello) e talvez substituir um volante que esteja com cartão amarelo, cansado ou até mesmo para fechar o time em caso de reta final do jogo para explorar os contra-ataques. Só não podemos mais abdicar de jogar como no segundo tempo contra o Cruzeiro e o ontem contra o Santa Cruz. Ganhar é sempre bom mas podemos vencer sem sofrer tanto. Pelo menos o nosso treinador assumiu que o time não foi bem na parte ofensiva. Eu acredito no Flamengo e acho que com alguns ajustes vamos brigar pelo título!
Aquele abraço!
André Barrosaldonado e Petkovic; Zé Roberto e Adriano. 2013: Felipe, André Santos, Samir, Wallace, Léo Moura; Amaral, Luiz Antônio, Elias, Carlos Eduardo; Paulinho e Hernane.
Seria 4-3-1-2? `Há, mais em 2009 o Willians atacava pela direita, Maldonado chegava na frente da área adversária e em 2013 Luiz Antônio e Elias atacavam´. Está aí o X da questão. Não importa o nome que se dê a tática e sim como ela funciona dentro de campo. O problema recente do Flamengo, primeiro era de vontade, que parece ter resolvido com a chegada do Zé Ricardo. Agora o problema é de qualidade.
Fonte: Coluna do Flamengo

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