Titulares absolutos, temos quantos?


Pois é, meus queridos. Estamos já em 16 de março, o que dá quase exatamente a metade do terceiro mês do ano. Quanta imprecisão! Passaram-se Carnaval, volta às aulas, Natal e as fases iniciais da Primeira Liga e do Campeonato Carioca. Já vieram também a primeira lesão do Mancuello, algumas alegrias e frustrações. E as Dúvidas? Essas sempre dão as caras por aí. Ou melhor, por aqui.
Hoje não nas laterais. Rodinei tem mostrado por que era apelidado “Bom de Bola” nos tempos de Corinthians. Chegou, jogou e vem jogando bem… E é isso. Parece que, finalmente, teremos confiança num lateral-direito que não se chama Leonardo Moura. Do lado oposto, Jorge segue alimentando nossas esperanças de podermos, num futuro próximo, encher a boca e voltar a falar “craque o Flamengo faz em casa”. “Jordinei” – ou “Rorge” – é uma dupla inquestionável.
Na Zaga, rola a velha insegurança no capitão Wallace, mas quem fecharia a defesa com Juan? César Martins se mostra irregular, Léo Duarte ainda é muito novo, Antonio Carlos segue uma incógnita e aquela gringaiada toda que poderia chegar – cá entre nós – não vem. É aproveitar o estadual pra dar uma rodagem no elenco e premiar quem se sair melhor. A possibilidade de disputar mais um Brasileiro com Wallace titular já dá um torcicolo…
Do meio pra frente, quem joga? Willian Arão tem vaga garantida. Aparentemente, Cuéllar também. De resto, não sabemos nem se é melhor jogar no 4-4-2, 4-3-3 ou até no 4-5-1. Agora que o Alan Patrick está em fase final de recuperação e o Ederson, finalmente, saiu do DM, perdemos o Mancuello. Assim fica difícil. Não dá pra saber se e como encaixam, sejam os 3 juntos ou 2 deles. Com só 1, como tem sido, fica faltando liga no meio-campo.
Guerrero, às vezes, irrita. Irrita por não atingir as expectativas, por não provar – a todo jogo – que é um dos melhores da posição no país. Mas é. É impensável o time do Flamengo com o peruano no banco. Diferentemente do Sheik. O alívio ao marcar o sofrido gol de pênalti diante do Madureira escancara o “sheikismo”. Para Emerson, mais importante que o Flamengo é ele, não integralmente. Há uma dicotomia no nosso camisa 11. O mesmo cara que – aos 37 anos – voa pra recuperar a bola no campo de defesa, opta por tentar um elástico no marcador em vez de rolar para o companheiro, sozinho, empurrar pra rede. Completa o trio que vem jogando Marcelo Cirino. Até agora, tem feito valer a aposta de Muricy. Entrosou bem com o Rodinei e vem dando um calor nos adversários. Mas nós temos memória. Ano passado, se bobear, tava melhor do que hoje. E todos lembramos de como ele caiu de produção a partir do Brasileiro.
Ainda falta uma posição. De propósito, deixada para o fim. Quem deve ser nosso camisa 1? 1, mesmo, não tem. Há o 38 e o 48. Infelizmente, parece que o Paulo Victor de 2014 era um ponto fora curva. Após retornar de lesão, ano passado, não foi mais o mesmo. Tem sido um goleiro normal, o mínimo pra quem joga em time grande. Diversas vezes sai mal do gol, opera poucos milagres e é desesperador quando tem uma falta contra. Sempre pula atrasado. Se ela for um poquinho pro canto, a chance de gol é enorme.
Alex Muralha ainda não conhecemos de verdade. Uma coisa é brilhar pelo Figueirense, outra pelo Flamengo. Imagino que não deva se destacar muito nos treinos pra seguir como reserva do PV. Mas e em campo, quando a coisa vale? Muricy elogiou a disputa entre os 2, mas mal testa o Muralha. Hora boa é agora, no primeiro semestre e, pelo menos, contra o time titular do Bangu. Imaginem que frustrante descobrirmos um goleiraço só quando o Paulo Victor se machucar ou entregar uns 3 jogos seguidos? Bota o Muralha pra jogar, professor!
Cerca de meio março já se foi. Em algumas horas, começa a Copa do Brasil; a Primeira Liga já está na semifinal e a Taça Guanabara chegou com 3 clássicos em 7 rodadas, fora o possível mata-mata do Carioca. A parada tá começando a ficar séria. Estadual não é lá essas coisas, mas é sempre péssimo perder para o rival.
Titulares absolutos, hoje? Rodinei, Juan, Jorge, Cuéllar, Arão e Guerrero. 6 em 11. É fundamental chegarmos ao Brasileiro com, ao menos, mais um: o goleiro. Ou então que cheguemos com os camisas 1 e 12… da Seleção.
Fonte: Nosso Flamengo

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