‘O falso mandante…’


A realização em Brasília do clássico da quarta rodada da Taça GB entre Flamengo e Vasco ainda não é de todo um tema sacramentado.
Depende do interesse de empresas promotoras interessadas em comprar a bilheteria, antecipadamente.
A negociação é feita pelos rubro-negros que, para obter a anunência dos vascaínos, ofereceram 50% do valor apurado _ fora passagem e hospedagem.
O anúncio foi feito na segunda-feira por Eurico Miranda como se fosse o Vasco o mandante.
Mas não é bem assim.
O dirigente fora apenas comunicado da intenção rubro-negra de levar o jogo para fora do Rio de Janeiro, em função da falta de outro estádio na cidade, além de São Januário, capaz de abrigar as torcidas dos dois clubes.
E a preferência do Flamengo, é claro, é o Estádio Mané Garrincha, a nova “cobiça”.
A rigor, a história de que Eurico decidiu rever a posição de jogar os clássicos do Estadual fora do Rio por conta de possível conflito com a federação é outra balela.
Na verdade, o cartola não tem é melhores opções: aceita a “transferência” ou o verá o Vasco enfrentando o Flamengo em Volta Redonda com direito a apenas dez por cento da carga de ingressos para sua torcida _ além dos custos de transporte e hospedagem.
Pode ser falastrão, mas bobô não é.
MIOPIA.
Continuo achando uma baita miopia dos dirigentes cariocas, rubro-negros principalmente, não explorar o Estádio Kleber Andrade, em Cariacica, aqui ao lado, como primeira alternativa à falta de opções no Rio.
Lembro que nos anos 70/80 o Espírito Santo era obrigatoriamente uma das primeiras paradas dos grandes clubes nas excursões de meio de ano, carinhosamente chamadas de “Bye bye, Brasil”.
Não sei ao certo o modelo de negócio oferecido nos últimos jogos dos cariocas em terras capixabas, mas é ganho certo, acredito, a curto, médio e longo prazos…
Fonte: Gilmar Ferreira

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