As mudanças do Flamengo com Cuéllar no lugar de Marcio Araújo


A maior parte da torcida do Flamengo não esconde a felicidade na troca de Marcio Araújo por Cuéllar. Existe uma grande má vontade com o volante maranhense que tem na raça a sua melhor característica. Marcio tem um bom poder de marcação, erra poucos passes (embora não acrescente muito na questão) e não inventa. Ele investe no básico. Mas o clube ganha muito com Cuéllar em campo.
A má vontade com Marcio Araújo não vem de hoje. A torcida do Palmeiras chegou a fazer um relógio para contar dias, horas e minutos que faltavam para o jogador deixar o clube. Apesar disso, ele foi titular por onde passou. O motivo? Ele é quase perfeito taticamente. E faz exatamente os que os técnicos mandam, característica que não necessariamente é uma qualidade, mas muito valorizada pelos ‘professores’. Treinadores amam essa fidelidade quase canina. Aos 32 anos, ele está longe do que se chama de jogador moderno, mas tem seu valor em um elenco. Vale lembrar que a idade pouco tem a ver com a modernidade.
Já Gustavo Cuéllar começou a carreira no Deportivo Cali. Aos 23 anos era segundo volante ou ‘doble cinco’ como chamam na Colômbia. Tem visão de jogo e boa pegada para um segundo homem de meio-campo. Precisa melhorar a marcação e se adaptar a arbitragem brasileira que adora faltinhas para ser primeiro volante. Em poucos jogos pelo Flamengo mostrou personalidade na saída de jogo e precisão nos passes. Ocupa mais o lado esquerdo do campo do que seu antecessor na posição e, aos poucos, começa a se soltar para ser um homem-surpresa no campo ofensivo.

A melhora do Flamengo com Cuéllar é fácil de ser percebida, mas tem um problema comum a do time com Marcio Araújo: as bolas aéreas. O primeiro volante costuma, por ter boa altura, ajudar a participar ativamente das jogadas assim como Guerrero o faz. Com 1,86m, Victor Cáceres, que por algum tempo atuou na posição, ajudava muito a defesa rubro-negra. Márcio Araújo tem 1,72m e Cuéllar 1,76m.
O bom desempenho defensivo neste início de temporada não é padrão como mostrou a matéria do jornal O Dia hoje. No ano passado, o clube sofreu 0,58 gols por jogo no Carioca e no Brasileirão foram 1,39. Em 2014, o mesmo padrão. Média de um gol sofrido no Carioca e 1,23 no Brasileiro. Como o Carioca não é teste para mais nada isso é algo que Muricy terá que saber gerir no Campeonato Brasileiro.
Fonte: Na bola | Rodrigo Stafford

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