Ronaldinho Gaúcho é um objeto de desejo dos clubes brasileiros. Apesar de ter caído de produção nos últimos tempos, o astro atraiu a atenção das diretorias desde que voltou ao Brasil, em 2011. Teve sucesso no Atlético-MG, com a conquista da Copa Libertadores, em 2013, e ajudou o Flamengo a conquistar o Campeonato Carioca 2011 e a terminar no G-4 no Campeonato Brasileiro, ainda que não tenha brilhado. Porém, agora os presidentes precisam “pagar a conta” do astro.
Nessa última quinta-feira, o Flamengo entrou em acordo com o jogador para pagar a dívida que deixou em sua saída, em 2012. Á época, o craque e seu irmão cobravam R$ 55 milhões do clube (R$ 40 milhões de atrasados, além de R$ 15 milhões em danos morais), mas os dois se acertaram por R$ 17 milhões, com o pagamento de R$ 5 milhões à vista e depois com dez parcelas de R$ 1,2 milhão.
Logo após solucionar o imbróglio com o clube carioca, Assis, representante do jogador, se voltou ao Atlético-MG. Ídolo recente, Ronaldinho cobra um valor superior a R$ 12 milhões dos mineiros, segundo reportagem do jornal Hoje em Dia. A ideia do staff do jogador é resolver a situação até março, e o empresário já foi ao CT do Galo para negociar a dívida.
Durante a sua passagem pelo Atlético-MG, Ronaldinho fez história. O jogador foi peça fundamental na conquista da Copa Libertadores, em 2013, e mantém uma idolatria com os torcedores do Galo, mesmo em meio a uma saída conturbada, com reclamações de Levir Culpi em 2014. Porém, os problemas judiciais demonstram os dois lados da moeda de contar com o astro em sua equipe.
Tanto Vanderlei Luxemburgo, no Flamengo, e Levir Culpi, no Atlético-MG, criticaram a falta de profissionalismo de Ronaldinho. Duas vezes melhor do mundo, em 2004 e 2005, o camisa 10 teve uma passagem meteórica pelo Barcelona, conquistando a Champions League em 2006. Porém, até hoje, há os que acreditam que ele poderia ter sido ainda mais brilhante se tivesse sido um atleta mais comprometido.
“É uma pena que ele [Ronaldinho Gaúcho] não queira pagar o preço de ser um profissional, até porque já fez muitas coisas no futebol. Posso dizer que jogadores como Kaká trabalham bastante. É uma questão de profissionalismo”, afirmou o ex-treinador do Galo depois da saída do jogador do clube.
O Fluminense foi o último clube que apostou no craque, durante o Campeonato Brasileiro 2015,. Mas a passagem durou apenas três meses, com pouco rendimento em campo e sem o retorno esperado fora dele, ainda que a operação não tenha trazido prejuízo à instituição – as duas partes entraram em acordo e tiveram uma rescisão amigável. Nos outros casos, não é possível dizer que houve um problema técnico com o jogador, mas a conta fora dele ficou cara.
Ao mesmo tempo, as dívidas também escancaram a falta de uma administração rentável nos clubes – algo que demonstrou uma sensível melhora nos últimos anos, principalmente no Flamengo, com Eduardo Bandeira de Mello. Não era raro um clube contratar um jogador de calibre mesmo sem ter condições de arcar com os seus salários. Agora, é torcer para que a “dor no bolso” sirva de lição: vale a pena contar com esse tipo de “estrela”?
Fonte: Goal

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