Por que ser medíocre, Flamengo?

Caros Rubro Negros,

Todos nós queremos ver o Flamengo no topo do futebol nacional, na posição que acreditamos ser nossa por direito. É inegável que passos estão sendo dados nesse sentido desde que o Eduardo Bandeira e sua turma se tornaram dirigentes no Flamengo. Porém, penso que tem faltado em algum ponto a postura e pensamento de quem é de fato grande e quer assumir seu lugar como tal.

O Márcio Araujo é um exemplo disso que eu estou falando. Nada contra a figura do Márcio. E a crítica não é ao jogador em si. E sim ao pensamento que leva uma contratação dessas (temos vários “Márcios” no nosso time por sinal).












Prestes a fazer 2 anos de Flamengo já contabiliza mais de 100 jogos com o nosso manto sagrado. E até hoje eu me pergunto o motivo da contratação de um jogador tão limitado quanto ele. Penso que tecnicamente é um jogador que está aquém do que queremos para nosso time. Claro que existem limitações financeiras e outras questões que geram dificuldades na contratação de jogadores de mais qualidade. Mas buscar fora do Flamengo um jogador como este, já com seus quase 30 anos à época da contratação, me parece ser demasiadamente “pensar pequeno”. É nessa hora que tem que entrar o trabalho com as divisões de base e as apostas mapeadas pelo centro de inteligência. Não seria mais interessante dar oportunidade a um jogador da nossa base ou a um jovem promissor de alguma equipe de menor investimento? Não seria mais ousado tentar um jogador que pode ser um “nota 8” mesmo que ele venha a ser um “nota 3” do que se contentar com uma certeza de um “nota 5”? Qual desses 2 pensamentos é mais coerente com um time que almeja ter resultados tão grandes quanto o tamanho do próprio Flamengo?

Até acredito que ele tem a seu favor algumas qualidades. É um jogador de grupo, com velocidade, voluntarioso e esforçado. Além disso certamente pesa a seu favor o fato de ter jogado no ano de 2015 em um time absolutamente desorganizado defensivamente, o que certamente o sobrecarregava e fez dele em algum momento um bode expiatório para a fúria da torcida. Com um pouco de boa vontade até dá pra dizer que ele foi bem em 2014 como “escravo” do Léo Moura, como diz o meu primo. Mas ainda assim acho que o pensamento do clube deveria ser diferente em um caso como esse.

Mas tudo bem. Digamos que a análise feita no início de 2014 foi a de que não tinha ninguém na base para ser aproveitado de alguma maneira e que se tratava da oportunidade de contratar “de graça” um jogador experiente, que poderia ser útil e que eventualmente poderia apresentar um futebol mais interessante. Depois de quase 2 anos para atestarmos que se trata de um jogador absolutamente comum, medíocre na acepção original da palavra o que fazemos? Renovamos com ele!!!! 

Inacreditável. Como escolhemos ficar com o Márcio Araujo no alto dos seus 31 anos e emprestamos o Jonas por exemplo? Do Jonas eu ainda tenho alguma expectativa de ver um futebol que eu chame de bom. O Márcio Araujo é a certeza ( e de certa forma a segurança daquele que pensa pequeno ) do “feijão com arroz”. E um feijão com arroz que de vez quando ainda dá uma desandada…

Fica a torcida para que o recém contratado Cuellar seja um jogador muito bom e que no futuro o Flamengo escolha ousar um pouco mais na tentativa de acertar ao invés de se contentar com o mais ou menos.

Nota 10 : Primeira Liga. Salta aos olhos que é um produto muito…mas MUITO melhor que os estaduais no estado em que estes se encontram…seja para os time, seja para os torcedores.

Nota 0 : Primeira Liga. Continuo tendo toda a desconfiança do mundo para com os organizadores e cartolas por trás da engenharia da Primeira Liga. Acho que o Flamengo deveria ficar de olhos abertos com essa turma…

Fonte: Coluna do Flamengo

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