No auge da crise com a federação de
futebol do Rio, em janeiro, preparando para uma ruptura, o Flamengo
estudou a possibilidade de se filiar à federação catarinense. O assunto
foi detalhado durante semanas pela diretoria do Rubro-Negro, disposta a
se precaver contra uma eventual punição do presidente da entidade
carioca, Rubens Lopes, que ameaçou Flamengo e Fluminense de sanções por
participarem da Liga Sul-Minas-Rio.
Houve duas consultas do
diretor do Fla, Fred Luz, ao presidente da federação catarinense, Delfim
Peixoto, que abriu as portas para o Rubro Negro e também para o
Fluminense. “Disse ao Fred que seria uma honra para nós e que, se o
Flamengo fosse desfiliado da Carioca, no mesmo dia já poderia ingressar
na nossa entidade. E isso era extensivo ao Fluminense”, contou Delfim.
Numa medida extrema, de
desfiliação, o Flamengo ficaria impedido de disputar competições
oficiais, como, por exemplo, o Campeonato Brasileiro e a Copa do Brasil.
Se firmasse acordo com a federação de Santa Catarina, essa restrição
seria nula.
No entanto, no caso de uma
transferência para o Sul, o Flamengo teria de lidar com outra realidade
inusitada – seria obrigado a disputar a Terceira Divisão do Campeonato
de Santa Catarina. Faria isso com um time alternativo, enquanto sua
equipe principal poderia ganhar dinheiro com amistosos pelo Brasil.
Como a CBF reconheceu a
liga e a federação carioca recuou em suas ameaças, a hipótese dessa
mudança praticamente não existe mais.
Fonte: Terra

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