Seguindo uma estratégia adotada algumas vezes em 2015, a diretoria do Flamengo vendeu os dois jogos que teria como mandante na Primeira Liga. O primeiro acontece nesta quarta-feira, contra o América-MG, em Cariacica, no Espírito Santo. Já o segundo é contra o Figueirense e está marcado para 9 de março. O local ainda não foi definido, mas o clube vetou a sugestão do investidor de realizar o confronto em Manaus. A decisão deve ser divulgada nos próximos dias.
O Rubro-Negro vai receber R$ 700 mil por cada partida, ou seja, R$ 1,4 milhão no total. O combinado é que a empresa arque com os custos do jogo e fique com o faturamento de bilheterias e bares. A julgar pela média de arrecadação da rodada inicial da competição, que foi de R$ 194 mil, o negócio é arriscado para quem compra a organização dos eventos.
A prática de vender mandos de campo não é novidade na Gávea. No Brasileirão do ano passado, por exemplo, o time jogou longe do Rio de Janeiro as partidas contra o Avaí (na Arena das Dunas, em Natal), contra o Coritiba (no Mané Garrincha, em Brasília) e contra a Ponte Preta (também na capital federal). O negócio levou cerca de R$ 7 milhões aos cofres do clube, mas desagradou parte da torcida, que acredita que o Fla é mais forte atuando em seus domínios.
Este ano, sem o Maracanã em boa parte da temporada devido aos Jogos Olímpicos, a tendência é que o hábito continue e se expanda. Será que o clube achará um equilíbrio entre as finanças e a necessidade da torcida?
Fonte: 90min

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